De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, recentemente, o Banco Safra demitiu 147 bancários, sendo a maioria do novo segmento da instituição financeira, o Top Advisor. A justificativa para os cortes é que as metas não foram cumpridas. No entanto, os trabalhadores reclamam que grande parte das metas eram inalcançáveis.
Segundo Flávio Monteiro, diretor do Sindicato e bancário do Safra, com a economia parada, devido à elevada taxa de juros, em 13,75% ao ano, não há pessoas abrindo estabelecimentos comerciais. Ainda assim, o Safra estabelece metas que dependem do capital produtivo, que está represado justamente devido à Selic alta. Então, quando os trabalhadores não batem essas metas, são demitidos.
Negociação com o Safra
À vista disso, o Sindicato obteve êxito ao procurar o Safra e conseguiu negociar a interrupção das demissões em massa, já que o banco pretendia realizar mais cortes.
A mesma coisa aconteceu com em outubro do ano passado, quando o banco também realizou a demissão de 160 trabalhadores, a maioria da Top Advisor. Na ocasião, o Sindicato também interveio e conseguiu interromper os cortes.
Dificuldade na Top Advisor
Ainda de acordo com Monteiro, ao fundar a Top Advisor, área comercial do banco, o Safra foi em busca de vendedores de produtos de luxo, com bom desempenho em suas áreas, porém sem experiência como bancários. No entanto, para atuar com produtos bancários, esses profissionais teriam que tirar as certificações da Anbima, porém muitos não o fizeram.
Dessa forma, foram demitidos em outubro do ano passado. Contudo, o Sindicato conseguiu que os desligamentos fossem interrompidos e que o prazo para que os trabalhadores tirassem o CPA-10 e o CPA-20 fosse prolongado. Entretanto, agora o Safra voltou a demitir, só que pelas metas não alcançadas devido aos juros altos.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
