Diante dos altos números de famílias endividadas no país, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em parceria com o Governo Federal, realizará um mutirão para negativados a partir da próxima quarta-feira, 1º de março.
Bancos liberam ajuda para negativados na quarta-feira (01/03)
Mutirão da Febraban oferece melhores condições para negociação de dívidas com diversos bancos. Saiba como deve funcionar!
Assim, os brasileiros poderão ter acesso a condições melhores para renegociar as dívidas, com descontos maiores e prazos estendidos. As especificidades serão definidas pelas instituições financeiras que farão parte do projeto.
Entre as modalidades de dívidas que poderão ser negociadas, estão cartão de crédito, crédito consignado e cheque especial, entre outras. O último mutirão aconteceu em novembro de 2022 e beneficiou mais de 2 milhões de brasileiros.
Negociação de dívidas com bancos
De acordo com as informações divulgadas, a negociação das dívidas deve ser feita diretamente com a instituição financeira responsável ou pelo portal Consumidor, disponibilizado pelo Governo Federal. Na página do mutirão, é possível visualizar algumas instruções para entrar com o pedido de negociação.
Conforme aponta a Febraban, ao entrar em contato com o banco, o consumidor deve analisar as condições apresentadas para a negociação. Se não concordar, é recomendado fazer contrapropostas até que se chegue a um bom acordo entre as partes envolvidas.
O governo Lula já anunciou um programa com a mesma finalidade, o Desenrola, que deve atender as famílias de baixa renda que estão com problemas financeiros. Contudo, até o momento, ainda não foram anunciados todos os detalhes.
Endividamento entre os brasileiros
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Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), oito a cada dez brasileiros estão endividados. Além disso, com base em dados da Boa Vista, os casos de inadimplência registraram crescimento de 1,1% em janeiro deste ano. Na comparação com os anos anteriores, houve uma elevação de quase 30% no número de inadimplentes.
A situação atual das famílias está relacionada com o cenário macroeconômico mundial, com inflação elevada e uma taxa de juros alta, o que reduz significativamente o poder de compra dos cidadãos e diminui as possibilidades de tomada de crédito.
Imagem: fizkes / Shutterstock.com
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