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Bancos que estão participando do mutirão de negociação de dívidas e os prazos finais

Mutirão Nacional de Negociação da Febraban reúne mais de 160 bancos com descontos e prazos especiais para quitar dívidas atrasadas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Atendimentos

O Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), está oferecendo uma nova chance para consumidores quitarem débitos em atraso com condições especiais. A ação, que conta com o apoio do Banco Central (BC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de diversos Procons estaduais e municipais, já reúne mais de 160 instituições financeiras.

O objetivo é ajudar brasileiros a reorganizar suas finanças e reduzir o número de pessoas com dívidas bancárias vencidas. O prazo final para adesão ao mutirão termina nas próximas semanas, e os interessados devem agir rápido para garantir os benefícios.

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Condições especiais para renegociar dívidas

mutirão bancos
Imagem: fizkes / Shutterstock.com

Durante o mutirão, é possível renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais, consignados e outras modalidades de crédito contraídas em bancos e financeiras. No entanto, o programa não inclui débitos com garantia real, como financiamentos de imóveis, veículos ou motocicletas.

As condições oferecidas variam conforme a instituição, mas incluem descontos expressivos, parcelamentos estendidos e redução de juros. O objetivo é facilitar a regularização de quem enfrenta dificuldades financeiras e quer voltar a ter crédito no mercado.

Segundo Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, o mutirão é uma oportunidade de reconstrução financeira:

“Além de trazer alívio imediato para os consumidores endividados, o mutirão ajuda a prevenir o superendividamento e incentiva práticas de educação financeira. A última edição fechou 1,4 milhão de contratos renegociados”, destacou.


Como participar do mutirão

Os consumidores podem participar da ação de forma 100% digital ou presencial. O meio mais simples é através do portal Consumidor.gov.br, plataforma pública que permite a negociação direta com as instituições financeiras participantes.

Para usar o portal, é necessário:

  1. Fazer login com uma conta prata ou ouro no Gov.br.
  2. Selecionar o banco ou instituição financeira com a qual deseja negociar.
  3. Descrever a dívida e aguardar o retorno da empresa, que tem até 10 dias para apresentar uma proposta.

Além disso, consumidores podem buscar atendimento presencial nos Procons e postos parceiros do mutirão. Esses órgãos oferecem suporte para quem tem dúvidas ou enfrenta situações de superendividamento, elaborando um plano de pagamento compatível com a renda do devedor.


Onde consultar as dívidas em atraso

Antes de negociar, o ideal é saber exatamente quais dívidas estão ativas. O Banco Central mantém o sistema Registrato, que reúne informações financeiras do cidadão, como:

  • Empréstimos e financiamentos contratados;
  • Contas bancárias e relacionamentos financeiros;
  • Dívidas registradas no Cadin Federal.

O acesso é gratuito e pode ser feito com login no Gov.br. Dessa forma, o consumidor evita surpresas e consegue negociar de maneira mais estratégica.


Bancos e instituições participantes

Mais de 160 instituições financeiras participam da iniciativa, entre bancos de grande porte, cooperativas de crédito, financeiras e fintechs. Entre as principais, estão:

A lista completa pode ser consultada no site da Febraban e no portal Consumidor.gov.br, que exibe as instituições cadastradas no sistema de negociação.


Superendividamento: orientação e apoio gratuito

Crédito
Imagem: Freepik

Para pessoas que acumulam diversas dívidas e não têm condições de pagá-las, o mutirão também oferece orientação financeira especializada.
Os Procons de cada estado e os Centros de Apoio ao Superendividado são os principais pontos de atendimento. Esses locais ajudam o consumidor a elaborar um plano de pagamento global, que pode envolver vários credores e garantir uma solução mais sustentável.

Em alguns casos, o Procon pode mediar audiências entre consumidores e empresas, com o objetivo de construir acordos justos, respeitando o orçamento familiar. A nova Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021) assegura o direito à renegociação coletiva das dívidas, evitando práticas abusivas e prevenindo o colapso financeiro das famílias.


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E se a dívida não for bancária?

Quem possui débitos com empresas de varejo, concessionárias, operadoras de telefonia ou universidades também pode aproveitar o período do mutirão. A Serasa realiza, paralelamente, o Feirão Limpa Nome, com condições semelhantes para dívidas não bancárias.

Durante a ação, é possível obter descontos de até 99% em contas atrasadas e até mesmo quitar valores simbólicos. As negociações podem ser feitas pelo site da Serasa, pelo aplicativo ou presencialmente nas agências dos Correios que participam do feirão.


Prazos e cuidados na hora de negociar

O Mutirão Nacional de Negociação segue aberto até o final de novembro de 2025, e as propostas devem ser formalizadas dentro desse prazo. Após a data limite, as condições especiais deixam de valer.

Antes de fechar o acordo, especialistas recomendam:

  • Analisar a proposta com calma, comparando juros, número de parcelas e valor total;
  • Evitar assumir novas dívidas durante o processo;
  • Registrar o acordo por escrito, mantendo comprovantes de pagamento e comunicações com a instituição;
  • Rever o orçamento doméstico, priorizando gastos essenciais e evitando comprometer mais de 30% da renda com dívidas.

Educação financeira e recuperação do crédito

A Febraban também disponibiliza materiais educativos em seu portal, com dicas sobre planejamento financeiro, controle de gastos e uso consciente do crédito. O objetivo é garantir que, após a renegociação, o consumidor consiga manter suas finanças equilibradas.

Ao regularizar as dívidas, o nome do consumidor é retirado dos cadastros de inadimplentes, o que melhora a pontuação de crédito e facilita o acesso a novas oportunidades financeiras no futuro.

Imagem: Prefeitura de Cabo Frio / Divulgação

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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