O Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), está oferecendo uma nova chance para consumidores quitarem débitos em atraso com condições especiais. A ação, que conta com o apoio do Banco Central (BC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de diversos Procons estaduais e municipais, já reúne mais de 160 instituições financeiras.
Bancos que estão participando do mutirão de negociação de dívidas e os prazos finais
Mutirão Nacional de Negociação da Febraban reúne mais de 160 bancos com descontos e prazos especiais para quitar dívidas atrasadas.
O objetivo é ajudar brasileiros a reorganizar suas finanças e reduzir o número de pessoas com dívidas bancárias vencidas. O prazo final para adesão ao mutirão termina nas próximas semanas, e os interessados devem agir rápido para garantir os benefícios.
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Condições especiais para renegociar dívidas

Durante o mutirão, é possível renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais, consignados e outras modalidades de crédito contraídas em bancos e financeiras. No entanto, o programa não inclui débitos com garantia real, como financiamentos de imóveis, veículos ou motocicletas.
As condições oferecidas variam conforme a instituição, mas incluem descontos expressivos, parcelamentos estendidos e redução de juros. O objetivo é facilitar a regularização de quem enfrenta dificuldades financeiras e quer voltar a ter crédito no mercado.
Segundo Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, o mutirão é uma oportunidade de reconstrução financeira:
“Além de trazer alívio imediato para os consumidores endividados, o mutirão ajuda a prevenir o superendividamento e incentiva práticas de educação financeira. A última edição fechou 1,4 milhão de contratos renegociados”, destacou.
Como participar do mutirão
Os consumidores podem participar da ação de forma 100% digital ou presencial. O meio mais simples é através do portal Consumidor.gov.br, plataforma pública que permite a negociação direta com as instituições financeiras participantes.
Para usar o portal, é necessário:
- Fazer login com uma conta prata ou ouro no Gov.br.
- Selecionar o banco ou instituição financeira com a qual deseja negociar.
- Descrever a dívida e aguardar o retorno da empresa, que tem até 10 dias para apresentar uma proposta.
Além disso, consumidores podem buscar atendimento presencial nos Procons e postos parceiros do mutirão. Esses órgãos oferecem suporte para quem tem dúvidas ou enfrenta situações de superendividamento, elaborando um plano de pagamento compatível com a renda do devedor.
Onde consultar as dívidas em atraso
Antes de negociar, o ideal é saber exatamente quais dívidas estão ativas. O Banco Central mantém o sistema Registrato, que reúne informações financeiras do cidadão, como:
- Empréstimos e financiamentos contratados;
- Contas bancárias e relacionamentos financeiros;
- Dívidas registradas no Cadin Federal.
O acesso é gratuito e pode ser feito com login no Gov.br. Dessa forma, o consumidor evita surpresas e consegue negociar de maneira mais estratégica.
Bancos e instituições participantes
Mais de 160 instituições financeiras participam da iniciativa, entre bancos de grande porte, cooperativas de crédito, financeiras e fintechs. Entre as principais, estão:
- Banco do Brasil
- Caixa Econômica Federal
- Bradesco
- Itaú Unibanco
- Santander
- BTG Pactual
- Nubank
- Inter
- Sicredi
- Sicoob
- Banco Pan
- C6 Bank
- BMG
- PagBank
A lista completa pode ser consultada no site da Febraban e no portal Consumidor.gov.br, que exibe as instituições cadastradas no sistema de negociação.
Superendividamento: orientação e apoio gratuito

Para pessoas que acumulam diversas dívidas e não têm condições de pagá-las, o mutirão também oferece orientação financeira especializada.
Os Procons de cada estado e os Centros de Apoio ao Superendividado são os principais pontos de atendimento. Esses locais ajudam o consumidor a elaborar um plano de pagamento global, que pode envolver vários credores e garantir uma solução mais sustentável.
Em alguns casos, o Procon pode mediar audiências entre consumidores e empresas, com o objetivo de construir acordos justos, respeitando o orçamento familiar. A nova Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021) assegura o direito à renegociação coletiva das dívidas, evitando práticas abusivas e prevenindo o colapso financeiro das famílias.
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E se a dívida não for bancária?
Quem possui débitos com empresas de varejo, concessionárias, operadoras de telefonia ou universidades também pode aproveitar o período do mutirão. A Serasa realiza, paralelamente, o Feirão Limpa Nome, com condições semelhantes para dívidas não bancárias.
Durante a ação, é possível obter descontos de até 99% em contas atrasadas e até mesmo quitar valores simbólicos. As negociações podem ser feitas pelo site da Serasa, pelo aplicativo ou presencialmente nas agências dos Correios que participam do feirão.
Prazos e cuidados na hora de negociar
O Mutirão Nacional de Negociação segue aberto até o final de novembro de 2025, e as propostas devem ser formalizadas dentro desse prazo. Após a data limite, as condições especiais deixam de valer.
Antes de fechar o acordo, especialistas recomendam:
- Analisar a proposta com calma, comparando juros, número de parcelas e valor total;
- Evitar assumir novas dívidas durante o processo;
- Registrar o acordo por escrito, mantendo comprovantes de pagamento e comunicações com a instituição;
- Rever o orçamento doméstico, priorizando gastos essenciais e evitando comprometer mais de 30% da renda com dívidas.
Educação financeira e recuperação do crédito
A Febraban também disponibiliza materiais educativos em seu portal, com dicas sobre planejamento financeiro, controle de gastos e uso consciente do crédito. O objetivo é garantir que, após a renegociação, o consumidor consiga manter suas finanças equilibradas.
Ao regularizar as dívidas, o nome do consumidor é retirado dos cadastros de inadimplentes, o que melhora a pontuação de crédito e facilita o acesso a novas oportunidades financeiras no futuro.
Imagem: Prefeitura de Cabo Frio / Divulgação
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