A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Itaú Unibanco pediram a prorrogação da ação de recuperação judicial da Oi. As instituições financeiras solicitaram o bloqueio do dinheiro de venda de ativos da operadora de telefonia para garantir o pagamento das dívidas da empresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Bancos solicitam o bloqueio de bens da Oi: entenda o caso
De acordo com os bancos credores da Oi, a operadora estaria escondendo suas receitas para desviar o pagamento da dívida.
De acordo com os bancos nacionais, credores da Oi, a operadora estaria escondendo suas receitas para desviar o pagamento da dívida. O montante já chega a R$ 6,9 bilhões.
Finalidade do caixa acumulado da operadora é centro de discussões
A finalidade do dinheiro acumulado em caixa da Oi é o centro das discussões presentes nas petições. A ação corre na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Dessa forma, as instituições financeiras têm pressionado a Oi por meio de petições para que a operadora divulgue o saldo da venda das redes móveis e do controle de fibra ótica. A principal exigência dos bancos é referente ao plano de recuperação. A determinação do plano é de que seja realizado o pagamento antecipado da dívida caso a receita líquida obtida ultrapasse R$ 6,5 bilhões.
De acordo com advogados do Banco do Brasil, a Oi tem adotado um “comportamento contraditório e furtivo” com o objetivo de “confeccionar a percepção de uma suposta viabilidade financeira”. Ademais, eles afirmam que o pagamento antecipado não é facultativo para a operadora e sim uma obrigação.
A instituição acusa ainda a Oi de “sonegar informações basilares ao juízo e aos credores, esquivando-se de responder indagações” sobre os valores recebidos com a venda dos ativos. Dessa forma, os advogados do Banco do Brasil pedem ainda o bloqueio dos valores.
Advogados do Itaú pediram ao juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelo processo da companhia, que não encerre a recuperação judicial da Oi, planejada para acontecer no primeiro semestre de 2023, sem uma solução para o caso.
De acordo com os representantes do Itaú, há “indícios concretos da possibilidade de as recuperandas buscarem evadir a obrigação”.
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Oi afirmou que não ultrapassou a marca de R$ 6,5 bilhões
A Oi rebateu as insinuações e afirmou que o cálculo da receita líquida da venda dos ativos ainda não foi concluído devido a sua complexidade. Contudo, a empresa disponibilizou uma planilha com dados preliminares que mostram não haver ultrapassado a marca de R$ 6,5 bilhões. Assim, não deveria realizar o pagamento antecipado da dívida, como pedem os bancos.
Imagem: viewimage/shutterstock.com
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