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Banqueiros são investigados por ir a clube de strip
Santander irá investigar a denúncia de que um grupo de banqueiros visitou um clube de striptease após um dia de reuniões
Na última segunda-feira (19), o Financial Times informou que um escritório de advocacia foi contratado pelo Santander para investigar a denúncia de que um grupo de banqueiros visitou um clube de striptease após um dia de reuniões. Além disso, este mesmo grupo pressionou funcionários mais jovens a comparecerem.
De acordo com o jornal, que citou várias pessoas com conhecimento direto dos eventos, o fato aconteceu em fevereiro deste ano. Após a equipe global de mercados de dívida do banco realizar reuniões na sede da instituição no Reino Unido, disse o jornal.
Denúncia
Dessa forma, um porta-voz do Santander afirmou que a instituição leva “todas as preocupações sobre a conduta dos funcionários extremamente a sério” e segue um “processo rigoroso” para garantir que os fatos sejam estabelecidos e que “as medidas apropriadas sejam tomadas conforme necessário”.
O porta-voz afirmou, ainda, que os detalhes estavam sendo discutidos “confidencialmente e, como tal, não podemos comentar mais”.
Segundo o Financial Times, o que motivou ao denunciante interno levar os fatos ao departamento de compliance do Santander foram as preocupações sobre a viagem e ao fato de que funcionários juniores tenham se sentido pressionados a comparecer.
Investigação interna
Portanto, em resposta, o Santander contratou o escritório de advocacia norte-americano Gibson Dunn para realizar uma investigação interna com o objetivo de esclarecer os fatos do incidente.
Assim, o escritório de advocacia entrevistou até 15 pessoas envolvidas no caso, incluindo sete pessoas que foram ao clube de striptease. Assim, concluiu que não houve pressão explícita sobre funcionários juniores, segundo o jornal, que cita uma pessoa com conhecimento do processo.
Patrimônio e rentabilidade do Santander Brasil
O Santander Brasil possui ativos que chegaram a R$ 959,971 bilhões no primeiro trimestre. Redução de 1,9% em um ano e queda de 0,4% em três meses.
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Em março de 2022, o patrimônio líquido do banco chegou a R$ 79,187 bilhões, aumento de 1,8% em 12 meses, levando em conta o indicador que engloba o ágio. Sem o ágio, a alta foi de 1,3% em um ano, chegando a R$ 77,755 bilhões.
Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio – ROAE, na sigla em inglês – foi de 20,7% no primeiro trimestre de 2022. No mesmo período do ano passado, chegou a 20,6%, e no quarto trimestre, a 20%.
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Imagem: Anelovski / shutterstock.com
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