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BC volta a avaliar a Selic e mercado já tem fundos recomendados para se posicionar

Copom do BC discute a Selic em setembro de 2025. Especialistas indicam fundos de renda fixa como alternativa de investimento.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne nos dias 16 e 17 de setembro para discutir a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 15% ao ano. Este encontro é acompanhado de perto pelo mercado, pois qualquer alteração na taxa tende a impactar diretamente produtos de renda fixa e decisões de investimento em geral.

Além de títulos individuais, os fundos de investimento em renda fixa surgem como alternativa para quem busca gestão profissional do patrimônio, diversificação e compartilhamento de custos entre cotistas.

O que esperar?

BC
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Segundo relatório recente da XP, a expectativa é que a Selic permaneça em 15% ao ano até o final de 2025, com uma flexibilização gradual prevista para 12% ao final de 2026. Apesar de algumas oscilações pontuais, a inflação deve continuar acima da meta do Banco Central ao longo deste ano.

Leia mais: Juros param em 15%, mas Copom já avisa que pode subir de novo!

Com este cenário, especialistas recomendam estratégias específicas para a renda fixa:

Inflação (IPCA+)

Títulos atrelados à inflação continuam atraentes, oferecendo taxas de juros reais acima de 7% e proteção do poder de compra. Para o médio prazo, a XP indica NTN-B com vencimentos em 2030 e 2033 como opções interessantes.

Pós-fixados (%CDI / CDI+)

Com juros elevados, títulos pós-fixados capturam bons retornos com baixa volatilidade. A recomendação é priorizar títulos públicos para perfis conservadores, e emissores privados de setores menos cíclicos para perfis dispostos a assumir um pouco mais de risco.

Prefixados

A visão é neutra para prefixados, com oportunidades mais interessantes em títulos de duration até três anos. Esta estratégia atende investidores que buscam previsibilidade, mas podem tolerar um pouco de volatilidade no curto prazo.

Fundos de investimento: como funcionam

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Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com

O rendimento das cotas depende do desempenho da carteira, que é gerida por profissionais que seguem a política e os objetivos do fundo.

Tipos de fundos e estratégias

  • Renda fixa: Investem em títulos públicos e privados, podendo ter baixa ou alta volatilidade dependendo da estratégia adotada.
  • Multimercado: Combinam renda fixa, variável e cambial, oferecendo flexibilidade e maior potencial de retorno, porém com riscos maiores.
  • Imobiliários: Aplicam em imóveis ou títulos ligados ao setor imobiliário, oferecendo exposição ao mercado com liquidez negociada em bolsa.

Vantagens de investir em fundos

Investir em fundos oferece benefícios como:

  • Diversificação de ativos, reduzindo riscos;
  • Gestão profissional;
  • Liquidez adequada para aplicação e resgate;
  • Acessibilidade a diferentes perfis de investidores;
  • Custos compartilhados entre os cotistas;
  • Transparência com relatórios periódicos e regulamentos detalhados.

Riscos dos fundos de investimento

É importante ter consciência dos riscos:

  • Crédito: Possibilidade de inadimplência nos ativos da carteira;
  • Mercado: Flutuações econômicas podem afetar o rendimento;
  • Liquidez: Ativos de baixa negociação podem gerar perdas;
  • Vale destacar que fundos de investimento não possuem garantia do FGC, exigindo análise criteriosa antes de aplicar.

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Custos e tributação

  • Taxa de administração: Percentual anual sobre o patrimônio do fundo para custear a gestão;
  • Taxa de performance: Bonificação paga ao gestor caso supere o benchmark;
  • Taxa de saída: Cobrança em caso de resgate antes do prazo mínimo do regulamento.

FAQ

Quais fundos de renda fixa são recomendados com Selic elevada?
Especialistas sugerem títulos atrelados à inflação (IPCA+), pós-fixados (%CDI/CDI+) e, em menor medida, prefixados com duration de até três anos.

Investir em fundos é seguro?
Fundos possuem riscos de crédito, mercado e liquidez. Eles não têm garantia do FGC, portanto é essencial avaliar o regulamento e o perfil do fundo antes de investir.

Qual o investimento inicial necessário em fundos?
Depende do fundo: algumas opções permitem aplicação inicial de R$100, enquanto outras exigem R$1.000 ou mais.

Como escolher o fundo ideal?
Considere perfil de risco, prazo do investimento, liquidez desejada e taxa de retorno ajustada às taxas cobradas pelo fundo.

Considerações finais

O encontro do Copom nos dias 16 e 17 de setembro reforça a importância da Selic para o mercado financeiro. Investidores podem se beneficiar de produtos de renda fixa, especialmente em um cenário de juros altos, equilibrando rentabilidade e segurança. Fundos de investimento surgem como alternativa prática para diversificação, gestão profissional e maior comodidade, mas exigem atenção às taxas, riscos e perfil do investidor.

Com uma estratégia bem definida e conhecimento das opções disponíveis, é possível alinhar proteção contra a inflação, retorno consistente e objetivos financeiros de curto e longo prazo.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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