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Banco Central e Federal Reserve definem juros nesta quarta (28)

Banco Central e Federal Reserve decidem juros nesta quarta (28). Veja expectativas para Selic, Fed Funds e impactos na economia.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Juros

O Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam nesta quarta-feira (28) definem juros e suas decisões de política monetária em um dos eventos mais aguardados do mercado financeiro: a chamada “superquarta”.

Nos EUA, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) divulga sua decisão às 16h, seguido por coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, às 16h30. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar a nova taxa Selic por volta das 18h30.

A expectativa predominante entre analistas e investidores é de manutenção dos juros em ambos os países.

Qual é o patamar atual dos juros no Brasil e nos Estados Unidos?

Leia mais: Diretor do BC diz que não recomendou ao BRB compra de carteiras do Master

Selic no Brasil

A taxa Selic, que define os juros básicos da economia brasileira, está em 15% ao ano desde junho de 2025, após uma sequência de decisões de manutenção pelo Copom.

O Sistema Expectativas de Mercado, divulgado semanalmente pelo Banco Central, indica que a mediana das projeções aponta para manutenção da Selic em 15% nesta reunião.

Fed Funds nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Fed trabalha atualmente com a taxa de juros na banda de 3,5% a 3,75%, após um corte realizado em dezembro.

A ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas do mercado, mostra que 96,1% dos agentes econômicos esperam manutenção dos juros, enquanto apenas 3,9% ainda projetam um possível corte.

Cenário econômico no Brasil: por que a Selic deve ser mantida?

A expectativa de manutenção da Selic é sustentada por sinais mistos na economia brasileira.

Mercado de trabalho aquecido

Dados recentes indicam que o desemprego segue em mínimas históricas, sugerindo uma economia ainda aquecida. Esse fator tende a pressionar a inflação, exigindo cautela do Banco Central.

Inflação em trajetória de convergência

Por outro lado, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostra um movimento gradual de convergência para o centro da meta de inflação, o que reduz a necessidade de novos apertos monetários.

Câmbio e ambiente externo

O dólar apresenta sinais de arrefecimento no mercado doméstico, contribuindo para aliviar pressões inflacionárias sobre produtos importados e combustíveis.

Segundo analistas do Santander, o cenário no início de 2026 permanece semelhante ao observado em dezembro de 2025, quando o Copom decidiu manter a Selic pela quarta vez consecutiva.

Postura do Banco Central: decisões dependentes de dados

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem reiterado que as decisões da autoridade monetária continuarão sendo fortemente dependentes dos dados econômicos.

Isso significa que futuras alterações na Selic dependerão de fatores como:

  • Evolução da inflação e das expectativas inflacionárias
  • Dinâmica do mercado de trabalho
  • Crescimento econômico
  • Cenário fiscal e externo

Enquanto esses indicadores apontarem direções divergentes, a tendência é de manutenção da taxa básica.

Cenário nos Estados Unidos: Fed sob pressão política

A decisão do Fed ocorre em meio a um contexto político sensível.

Investigação e tensões institucionais

O presidente dos EUA, Donald Trump, conduz uma investigação criminal envolvendo o presidente do Fed, Jerome Powell, além de articulações para afastar Lisa Cook, diretora da instituição.

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Trump também afirmou que deve anunciar em breve o sucessor de Powell, cujo mandato se encerra em maio.

Independência do Fed em debate

Esses movimentos reacenderam o debate sobre a independência do banco central norte-americano, um dos pilares da credibilidade da política monetária dos EUA.

Apesar disso, os mercados seguem relativamente estáveis:

  • As expectativas de inflação continuam ancoradas
  • Os rendimentos dos títulos de longo prazo não indicam temor generalizado

Segundo Tim Duy, economista-chefe da SGH Macro Advisors, as futuras decisões do Fed não podem ser dissociadas do ambiente político e da capacidade de influência sobre os demais membros do Fomc.

FAQ

O Banco Central deve manter a Selic nesta quarta-feira (28)?
A expectativa majoritária do mercado é de manutenção da Selic em 15% ao ano, conforme as projeções do Sistema Expectativas de Mercado do Banco Central.

Qual é a taxa de juros atual nos Estados Unidos?
O Federal Reserve trabalha com juros na faixa de 3,5% a 3,75%, após o último corte realizado em dezembro.

O que é a “superquarta”?
É o dia em que o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve divulgam suas decisões de política monetária no mesmo dia, o que costuma gerar forte impacto nos mercados.

A decisão do Fed pode afetar o Brasil?
Sim. Mudanças nos juros dos EUA influenciam o dólar, o fluxo de capital internacional e podem impactar as decisões futuras do Banco Central brasileiro.

Considerações finais

A superquarta desta quarta-feira (28) deve confirmar um cenário de estabilidade nos juros no Brasil e nos Estados Unidos, com ambos os bancos centrais adotando postura cautelosa diante de um ambiente econômico ainda desafiador e politicamente sensível.

As decisões e os discursos pós-reunião serão determinantes para orientar expectativas sobre inflação, crescimento e os próximos passos da política monetária em 2026.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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