Por vezes, o BPC (Benefício por Prestação Continuada) do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) é confundido com a aposentadoria. Isso porque o benefício é um direito dos idosos de baixa renda. Além disso, ele também é voltado para Pessoa com Deficiência (PcD), de qualquer idade.
Beneficiários correm risco de suspensão do BPC; saiba como evitar
Cuidado! A transferência de renda do BPC pode ser suspensa pelo INSS se o cidadão não se atentar a essas situações.
De acordo com a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), aquela que regulamenta o BPC, esse benefício assistencial deve ser destinado ao grupo de idosos ou pessoas com deficiência que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
O BPC não é vitalício, pois como dito, não é uma aposentadoria e sim uma transferência de renda de natureza assistencial. Portanto, o benefício pode ser suspenso se o cidadão contemplado não atualizar os dados do CadÚnico. Ademais, as PcDs devem comparecer na perícia médica quando solicitados.
Por que o CadÚnico pode suspender o pagamento do BPC?
O CadÚnico é o banco de dados do Governo Federal. Através das informações contidas nesse sistema, identifica-se a situação socioeconômica do cidadão. Para receber o BPC é necessário que a renda per capita da família seja de até ¼ do salário mínimo.
Portanto, se o CadÚnico não for atualizado a cada dois anos ou a cada mudança no grupo familiar do idoso ou da PcD que recebe o BPC, é possível que o valor seja suspenso. A falta de atualização pode levantar a suspeita de que esse beneficiário não cumpre mais essa exigência do programa.
A princípio a transferência de renda será apenas suspensa. Mas ao longo do tempo, se o CadÚnico continuar desatualizado, o benefício pode ser bloqueado definitivamente. Para regularizar a situação, o idoso ou a PcD deve atualizar seu CadÚnico indo até um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).
Por que a ausência na perícia médica pode suspender o BPC?
Através da perícia médica, o INSS pode comprovar que a PcD que recebe o BPC ainda se encontra na condição de deficiente. Portanto, se o benefício foi concedido por esse motivo, a cada dois anos a pessoa com deficiência deve comparecer na perícia no INSS.
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É possível receber reembolso após a suspensão do benefício?
Após atualizar o CadÚnico, o cidadão pode sim ter o reembolso, ou seja, o pagamento retroativo do BPC. Afinal, se a atualização do CadÚnico liberou o pagamento, significa que esse indivíduo cumpre as regras do programa assistencial.
Portanto, o valor do mês de suspensão deve ser pago. Para isso, ele deve ser solicitado no aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Para tanto, basta clicar em “Solicitar a Emissão de Pagamento não Recebido”. Além disso, o pagamento retroativo também pode ser solicitado ligando no INSS, por meio do número 135.
Imagem: Prostock-studio / shutterstock.com
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