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Falta de biometria atinge 12,34% dos eleitores

136 milhões já têm biometria no TSE. Veja quem precisa cadastrar antes das eleições 2026 e como fazer.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Cadastro biométrico

O número de eleitores com biometria cadastrada no Brasil cresceu 14% entre 2022 e 2025, alcançando 136 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reforçam o avanço da identificação biométrica como ferramenta central para garantir mais segurança, agilidade e confiabilidade nas eleições de 2026.

Mesmo com o crescimento expressivo, 12,34% dos eleitores aptos a votar ainda não realizaram o cadastro biométrico. A regularização é fundamental para assegurar tranquilidade nos dois turnos das eleições, marcados para 4 e 25 de outubro de 2026.

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O que é a biometria eleitoral e por que ela é importante

A biometria eleitoral é o registro de características físicas únicas do cidadão, como impressões digitais e fotografia para reconhecimento facial. Esses dados ficam armazenados no cadastro da Justiça Eleitoral.

Na prática, no dia da votação, o mesário faz a verificação biométrica antes de liberar a urna eletrônica. Isso garante que a pessoa que está diante da urna é, de fato, a titular do título eleitoral.

Segundo o chefe de cartório da 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, Vinicius Ávila, a biometria atribui maior segurança ao processo eleitoral, justamente por ser única e individual, evitando fraudes e tentativas de votação indevida.

Como a biometria aumenta a segurança nas eleições 2026

A biometria traz três benefícios diretos para o sistema eleitoral:

Mais segurança contra fraudes

Com a identificação digital, fica praticamente impossível que alguém vote no lugar de outra pessoa. Além disso, o cadastro biométrico impede registros eleitorais duplicados.

Mais agilidade nas seções eleitorais

A validação biométrica acelera o processo de identificação, reduzindo filas e tornando o fluxo de votação mais organizado.

Mais confiabilidade no sistema

O uso de tecnologia reforça a credibilidade do processo eleitoral brasileiro, reconhecido internacionalmente pela utilização da urna eletrônica.

Quem ainda precisa fazer o cadastro biométrico

De acordo com o TSE, 12,34% dos eleitores ainda não possuem biometria registrada. Esses cidadãos devem procurar o cartório eleitoral para regularizar a situação.

A coleta é obrigatória, gratuita e realizada exclusivamente de forma presencial. Antes de comparecer, é importante verificar se o atendimento na sua cidade exige agendamento prévio.

O serviço é feito nos cartórios eleitorais vinculados aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado.

Biometria e o aplicativo e-Título

Quem já possui biometria cadastrada pode utilizar o e-Título como documento oficial de identificação nos dias de votação.

O aplicativo funciona como a versão digital do título de eleitor e permite que o cidadão vote apenas apresentando o celular, desde que tenha biometria validada na Justiça Eleitoral.

Sem a biometria registrada, o e-Título não exibe a foto do eleitor, o que exige a apresentação de documento oficial com foto no dia da votação.

Relação entre biometria e nível ouro no Gov.br

Um dos pontos menos conhecidos é que a biometria eleitoral influencia diretamente no nível de segurança da conta no portal Gov.br.

Segundo a Justiça Eleitoral, o cadastro biométrico contribui para que o cidadão alcance o selo ouro no Gov.br, o nível máximo de confiabilidade da plataforma.

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Com o nível ouro, é possível acessar serviços sensíveis, como:

– Declaração pré-preenchida do Imposto de Renda
– Prova de vida digital do INSS
– Assinatura eletrônica com maior validade jurídica

Ou seja, a biometria não impacta apenas o voto, mas também amplia o acesso a serviços públicos digitais.

Como fazer a biometria eleitoral

O procedimento é simples:

  1. Verifique no site do TRE do seu estado se há necessidade de agendamento.
  2. Compareça ao cartório eleitoral com documento oficial com foto e comprovante de residência.
  3. Realize a coleta das digitais e fotografia.

O atendimento é gratuito e leva poucos minutos.

Por que não deixar para a última hora

Historicamente, em anos eleitorais, a procura pelos cartórios aumenta significativamente perto do fechamento do cadastro eleitoral. Isso pode gerar filas e dificuldade de agendamento.

Regularizar a biometria com antecedência evita contratempos e garante que o eleitor esteja plenamente apto a votar em 2026.

Com 136 milhões de eleitores já cadastrados, o Brasil avança rumo a um processo eleitoral ainda mais seguro e digital. No entanto, os 12,34% que ainda não fizeram o procedimento precisam agir para não enfrentar dificuldades futuras.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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