Na madrugada desta sexta-feira (11), o Bitcoin (BTC) rompeu a barreira dos US$ 100 mil e atingiu um novo recorde histórico ao chegar a US$ 118.856,47, segundo dados do Coin Market Cap. O movimento reflete uma combinação de fatores econômicos, políticos e institucionais que vêm impulsionando o apetite dos investidores por ativos digitais, especialmente após a confirmação da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
Bitcoin passa dos US$ 118 mil e impulsiona rali das criptomoedas com alta expressiva
Bitcoin ultrapassa US$ 118 mil com otimismo dos investidores após eleição de Trump e expectativa de juros menores nos EUA.
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Valorização acelerada rompe máxima histórica
A disparada do Bitcoin começou ainda na tarde de ontem, quando a criptomoeda rompeu o patamar de US$ 112 mil, superando o recorde anterior. O movimento ganhou força com a entrada de investidores institucionais, além do fortalecimento de expectativas de queda de juros por parte do Federal Reserve.
Além disso, os fundamentos técnicos do BTC indicam escassez de oferta: as reservas de bitcoin em exchanges estão em queda, ao passo que ETFs ligados à moeda digital recebem fluxos constantes de capital.
Trump, inflação e novas perspectivas regulatórias
A eleição de Donald Trump é vista como um fator determinante para o atual rali. Em sua campanha, Trump demonstrou abertura favorável ao setor cripto, além de prometer enxugar a regulação sobre ativos digitais, medida que contrasta com a abordagem mais rígida do governo anterior.
Ao mesmo tempo, os mercados estão precificando uma desaceleração da inflação nos EUA, o que reduz a pressão sobre os juros e tende a beneficiar ativos de risco — como criptomoedas, ações de tecnologia e metais preciosos.
Mercado cripto em euforia
A alta do BTC impactou diretamente o restante do mercado de criptomoedas. Nas últimas 24 horas, diversos tokens registraram valorizações expressivas, como o Cardano (ADA), que disparou mais de 14%, e o Dogecoin (DOGE), que avançou cerca de 10% no mesmo período.
Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo nesta sexta:
| # | Nome | Preço (US$) | Var. 24h | Var. 7d | Var. YTD |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | 117.742,11 | +5,95% | +7,95% | +26,07% |
| 2 | Ethereum (ETH) | 2.977,91 | +7,19% | +16,61% | -10,61% |
| 3 | Tether (USDT) | 1,00 | -0,02% | -0,01% | +0,22% |
| 4 | XRP (XRP) | 2,61 | +6,56% | +16,92% | +25,91% |
| 5 | BNB (BNB) | 688,44 | +2,72% | +4,33% | -1,79% |
| 6 | Solana (SOL) | 164,00 | +4,00% | +8,97% | -13,33% |
| 7 | USD Coin (USDC) | 0,9998 | -0,01% | -0,01% | -0,01% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | 0,1989 | +9,93% | +19,21% | -36,99% |
| 9 | TRON (TRX) | 0,2961 | +2,10% | +3,18% | +16,49% |
| 10 | Cardano (ADA) | 0,7226 | +14,53% | +24,07% | -14,35% |
Opiniões do mercado
Para Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, o cenário é de alta sustentada, com fundamentos sólidos e uma nova postura dos investidores.
“A tendência no curto prazo para o BTC é altista, com fundamentos sólidos e momentum positivo. O rompimento acima de US$ 112 mil pode levar o Bitcoin a buscar rapidamente US$ 115 mil e até US$ 120 mil”, afirmou.
Segundo ele, a redução nas reservas em exchanges e a entrada constante de capital nos ETFs são indicativos de um comportamento de longo prazo mais otimista por parte dos investidores institucionais.
Avanços institucionais e ETFs impulsionam adoção

Os fundos de índice (ETFs) com lastro em Bitcoin têm ganhado força nos Estados Unidos e Europa. Muitos desses produtos financeiros vêm atraindo investidores institucionais tradicionais, como bancos, fundos de pensão e gestoras de grandes fortunas, que antes eram mais reticentes quanto ao universo cripto.
A aprovação de ETFs à vista (spot) nos EUA foi um divisor de águas, criando um ambiente mais seguro e regulado para investimentos em ativos digitais. Esses instrumentos ajudaram a democratizar o acesso ao Bitcoin e a outros tokens, além de garantir maior liquidez ao mercado.
Contexto macroeconômico global
O cenário global também ajuda a impulsionar o otimismo. Apesar da guerra tarifária mantida por Trump — que na noite passada impôs uma nova taxa de 35% sobre importações da União Europeia — a resiliência da economia norte-americana e a expectativa de estímulos fiscais alimentam a busca por ativos de alto retorno.
Na Ásia, os mercados tiveram desempenho misto, aguardando dados econômicos da China previstos para ainda hoje. Já na Europa, os índices acionários operam no vermelho, refletindo incertezas com relação às tarifas americanas e aos próximos passos do Banco Central Europeu.
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Nos Estados Unidos, o mercado também observa de perto os dados de inflação e atividade econômica que serão divulgados nesta sexta-feira. A expectativa é de queda no índice de preços ao consumidor (CPI), o que pode reforçar a leitura de um ciclo de afrouxamento monetário iminente.
Descentralização e discrepâncias de preço
É importante lembrar que o Bitcoin é negociado em diversas plataformas independentes no mundo todo. Por isso, o valor exato do recorde pode variar conforme o agregador de dados utilizado.
No caso do Coin Market Cap, o preço máximo registrado foi de US$ 118.856,47, mas outros portais apontam valores ligeiramente inferiores, ainda dentro da faixa dos US$ 117 mil a US$ 118 mil.
O que esperar nos próximos dias?
A tendência no curto prazo segue positiva, com a possibilidade de correções pontuais após a forte valorização. No entanto, os analistas destacam que o fluxo de capital institucional, o aumento na adoção, e a agenda política pró-cripto nos Estados Unidos devem continuar sustentando o preço do BTC.
Além disso, o halving do Bitcoin previsto para 2028, e já considerado nos modelos de longo prazo, tende a reforçar ainda mais a narrativa de escassez e valorização.
Perspectivas para investidores

Com o Bitcoin acima dos US$ 100 mil, muitos investidores iniciantes se perguntam se ainda vale a pena entrar. Especialistas apontam que, embora o ativo já tenha se valorizado bastante em 2025, a tese de longo prazo continua intacta, sobretudo diante do ambiente inflacionário, instabilidade geopolítica e avanço da tokenização global.
O ideal, segundo analistas, é adotar estratégias de entrada fracionada, como o dólar-cost averaging (DCA), para reduzir os riscos de volatilidade e capturar oportunidades de médio e longo prazo.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
