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Bitcoin atinge mínima de 15 meses após vendas fortes

Bitcoin recua para perto de US$ 76 mil após liquidações bilionárias. Entenda os motivos da queda e o impacto nas criptomoedas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
Bitcoin

O Bitcoin voltou a operar em queda nesta quarta-feira, sendo negociado próximo de US$ 76 mil após uma forte pressão vendedora que levou a criptomoeda a tocar mínimas de 15 meses. O movimento ocorre em meio a um cenário global de maior aversão ao risco, que tem afetado ativos considerados mais voláteis, como as criptomoedas.

Por volta da madrugada no horário de Brasília, o ativo digital mais negociado do mundo chegou a cair para a faixa dos US$ 73 mil, nível que não era visto desde novembro de 2024. Apesar de uma leve recuperação ao longo do dia, o recuo acumulado reforça a mudança de humor dos investidores.

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Liquidações aceleram a queda do Bitcoin

A forte desvalorização foi intensificada por liquidações em massa no mercado de derivativos. Dados da plataforma CoinGlass indicam que aproximadamente US$ 740 milhões em posições compradas foram liquidadas em apenas 24 horas.

Alavancagem amplia perdas

Grande parte dessas liquidações ocorreu em operações altamente alavancadas. Quando o preço do Bitcoin começou a cair, chamadas de margem forçaram o encerramento automático de posições, ampliando o movimento de baixa.

Esse tipo de dinâmica é comum no mercado cripto, que possui elevada participação de investidores operando com alavancagem, especialmente em momentos de euforia ou forte tendência de alta.

Reversão após rali impulsionado por expectativas políticas

A queda atual representa uma reversão relevante em relação ao movimento observado no fim do ano passado. Naquele período, o Bitcoin acumulou ganhos expressivos após a vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos.

O mercado passou a precificar uma possível flexibilização regulatória para o setor de criptomoedas, além de um ambiente mais favorável a ativos de risco, impulsionado pelos cortes de juros iniciados pelo Federal Reserve em dezembro de 2024.

Com a mudança no cenário, grande parte desses ganhos foi devolvida, levando o preço do Bitcoin a patamares anteriores ao rali eleitoral.

Incertezas monetárias e geopolíticas pesam sobre o mercado

Nos últimos dias, o sentimento dos investidores se deteriorou diante de novos fatores de risco. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã levou investidores a buscar proteção em ativos considerados mais seguros, como o ouro.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha com cautela as sinalizações sobre a política monetária americana. A indicação de Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve conhecido por uma postura mais rígida em relação à inflação, para comandar o banco central dos EUA, aumentou as preocupações sobre a manutenção de juros elevados por mais tempo.

Esse cenário reduz a liquidez global e costuma afetar negativamente ativos de risco, incluindo ações e criptomoedas.

Altcoins sofrem quedas ainda mais intensas

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O movimento de baixa não se restringiu ao Bitcoin. As principais altcoins registraram perdas ainda mais acentuadas, refletindo a redução generalizada do apetite por risco no mercado cripto.

Desempenho das principais criptomoedas

  • Ethereum caiu cerca de 2,3%, negociado próximo de US$ 2.270
  • XRP recuou aproximadamente 1,1%
  • Solana teve queda próxima de 6%
  • Cardano também caiu cerca de 6%
  • Polygon registrou baixa ao redor de 3,5%

Até mesmo criptomoedas de perfil mais especulativo, como a Dogecoin, operaram no campo negativo, ainda que com perdas mais moderadas.

O que o investidor brasileiro deve observar agora

Para o investidor no Brasil, o movimento reforça a importância de cautela e gestão de risco ao investir em criptomoedas. A volatilidade elevada segue como característica central do mercado, especialmente em períodos de incerteza econômica global.

Especialistas recomendam atenção ao uso de alavancagem, diversificação de portfólio e alinhamento dos investimentos ao perfil de risco e horizonte de longo prazo. Em cenários de queda, decisões impulsivas tendem a ampliar prejuízos.

Embora o Bitcoin continue sendo visto por muitos como uma reserva de valor alternativa no longo prazo, movimentos de curto prazo seguem fortemente influenciados por fatores macroeconômicos, liquidez global e comportamento especulativo.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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