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Demanda institucional por Bitcoin ainda está em 1%, diz CEO: “99,99% está por vir”

Segundo David Bailey, CEO da Nakamoto Holdings, menos de 1% das instituições possuem Bitcoin. Para ele, 99,99% da demanda ainda está por vir.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Bitcoin

O Bitcoin (BTC) pode estar apenas no início de seu ciclo de valorização. Essa é a visão de David Bailey, CEO da Nakamoto Holdings, que afirma que menos de 1% das instituições financeiras globais possuem exposição ao BTC. Para ele, isso significa que 99,99% da demanda ainda está por vir, criando um cenário em que o ativo pode se valorizar significativamente nos próximos anos.

Bailey defende que o Bitcoin não enfrentará um novo mercado de baixa (bear market) no curto e médio prazo, sustentado por uma crescente adoção institucional, compras estratégicas bilionárias e o fortalecimento da narrativa do BTC como reserva de valor global.

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O que disse David Bailey sobre o futuro do Bitcoin

Um mercado em expansão

Em declarações recentes, Bailey destacou que a maioria das instituições financeiras ainda não investiu em Bitcoin. Segundo ele, a exposição institucional é ínfima:

  • Menos de 1% das instituições globais possuem qualquer tipo de posição em BTC;
  • A média de alocação de capital em Bitcoin é inferior a 1% dos ativos sob gestão (AUM).

Ou seja, mesmo grandes fundos, seguradoras e bancos que já estudam a adoção ainda têm participações simbólicas, o que abre um oceano azul de demanda futura.

99,99% da demanda ainda está por vir

Segundo Bailey:

“Estamos apenas arranhando a superfície. O Bitcoin ainda não foi adotado em larga escala pelo setor institucional. Isso significa que 99,99% da demanda ainda está à nossa frente.”

Essa visão reforça a ideia de que a fase de valorização mais intensa ainda não aconteceu, apesar dos sucessivos recordes do BTC em 2025.

Nakamoto Holdings: compras bilionárias e estratégia de longo prazo

Uma das maiores tesourarias corporativas de Bitcoin

A Nakamoto Holdings tem se consolidado como uma das empresas mais agressivas no mercado de BTC. Após a fusão com a KindlyMD em julho, a companhia passou a deter 5.765 bitcoins, entrando na lista das 20 maiores tesourarias públicas do mundo.

Para efeito de comparação, o portfólio da empresa já se aproxima de nomes de peso como Tesla e fica atrás apenas de gigantes como a MicroStrategy, que possui mais de 200 mil BTC em caixa.

Novas aquisições bilionárias

E os planos não param por aí. A companhia pretende investir mais de US$ 1 bilhão em novas compras de Bitcoin, fortalecendo sua estratégia de se tornar uma das maiores acumuladoras de BTC no mundo corporativo.

Segundo Bailey, esse movimento visa antecipar a onda de demanda institucional que inevitavelmente chegará, garantindo vantagem competitiva e valorização patrimonial de longo prazo.

Contexto: a demanda institucional ainda não decolou

Bitcoin
Imagem: Paul Biryukov / shutterstock.com

O estágio atual da adoção

Embora o Bitcoin já tenha conquistado grande espaço no varejo e entre investidores individuais, a adoção institucional ainda é tímida. Isso se explica por alguns fatores:

  • Regulação ainda incerta em diversas jurisdições.
  • Volatilidade histórica do ativo.
  • Restrição de mandatos de fundos e seguradoras, que limitam investimentos em ativos considerados de “alto risco”.
  • Liquidez abaixo de US$ 1 trilhão, valor ainda considerado pequeno para investidores institucionais de grande porte.

Potencial de valorização com entrada institucional

Caso fundos de pensão, seguradoras e bancos globais comecem a alocar apenas 1% de seus portfólios em Bitcoin, o impacto na demanda seria gigantesco. Estimativas sugerem que esse movimento poderia levar o BTC a patamares de centenas de milhares de dólares por unidade, devido à escassez programada da criptomoeda.

Possíveis impactos no preço do Bitcoin

Um cenário de alta prolongada

Bailey acredita que, com a entrada gradual da demanda institucional, o Bitcoin pode viver anos de valorização contínua, sem um ciclo de queda prolongado como os observados em 2018 e 2022.

Esse raciocínio se baseia em três pontos principais:

  1. Oferta limitada – O Bitcoin possui apenas 21 milhões de unidades possíveis;
  2. Demanda reprimida – A maioria das instituições ainda não participa ativamente;
  3. Compras estratégicas – Grandes players como Nakamoto Holdings, MicroStrategy e até mesmo ETFs de Bitcoin estão aumentando seus estoques.

Comparação com ciclos anteriores

Nos ciclos passados, a valorização foi impulsionada principalmente pelo varejo. Agora, a expectativa é que o capital institucional, com bilhões e até trilhões sob gestão, seja o catalisador de uma nova fase de crescimento.

Análise: riscos que ainda pesam sobre o BTC

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Volatilidade e macroeconomia

Apesar da visão otimista de Bailey, analistas independentes alertam para riscos que podem impactar o preço do Bitcoin:

  • Alta volatilidade histórica: o BTC já perdeu mais de 70% em ciclos anteriores;
  • Política monetária dos EUA: mudanças inesperadas nos juros podem reduzir a liquidez global;
  • Pressão regulatória: proibições ou restrições em grandes mercados podem frear a adoção;
  • Movimento das baleias: grandes detentores podem vender em massa e pressionar o preço.

BTC a US$ 1 milhão?

Bailey admite que, no cenário atual de liquidez, ainda não há suporte para uma escalada até US$ 1 milhão por unidade. O mercado de BTC precisa de mais capital institucional para atingir esse patamar.

No entanto, ele ressalta que essa valorização pode se tornar viável nos próximos anos, caso a adoção institucional avance conforme esperado.

Bitcoin como reserva de valor global

A consolidação do ouro digital

A visão de Bailey converge com a tese de que o Bitcoin está se consolidando como o “ouro digital” do século XXI.

  • Diferente das moedas fiduciárias, não pode ser inflacionado por bancos centrais;
  • Possui oferta previsível e limitada;
  • É facilmente transferível e auditável em escala global.

Essa narrativa é especialmente atraente para instituições que buscam proteção contra inflação, instabilidade política e riscos de desvalorização cambial.

Expansão para fundos de pensão e seguradoras

Se confirmada a entrada de fundos de pensão e seguradoras, dois dos setores mais conservadores e capitalizados do mercado financeiro, o Bitcoin pode ganhar uma nova camada de legitimidade e liquidez.

Conclusão: 99,99% da demanda ainda está no futuro do Bitcoin

Bitcoin
Imagem: tungtaechit / shutterstock.com

As declarações de David Bailey reforçam a visão de que o Bitcoin ainda tem um enorme potencial inexplorado. Com menos de 1% das instituições globais expostas ao ativo, o caminho para a adoção massiva está apenas começando.

A estratégia da Nakamoto Holdings, que já acumula milhares de BTC e planeja compras bilionárias, evidencia uma corrida antecipada por exposição ao ativo antes que a demanda institucional realmente exploda.

Embora os riscos macroeconômicos e regulatórios permaneçam, o consenso entre os otimistas é claro: o verdadeiro mercado do Bitcoin ainda está por vir.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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