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Mercado de criptomoedas reage a tensões geopolíticas: Bitcoin recuou após alta histórica e volta aos US$ 109 mil

Bitcoin recua para US$ 109 mil após recorde histórico e impacto de tensões entre Trump e Europa. Criptomoedas iniciam semana em recuperação.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Bitcoin

O mercado de criptomoedas iniciou a última semana de maio com uma postura de cautela. Após atingir um novo recorde na quinta-feira (22), o preço do Bitcoin (BTC) sofreu uma correção significativa no final de semana, retornando nesta segunda-feira (26) a operar próximo de US$ 109 mil.

A queda foi influenciada por incertezas no cenário macroeconômico global, particularmente envolvendo declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre relações comerciais com a União Europeia.

A retração do BTC ocorreu após semanas de valorização consistente, nas quais a maior criptomoeda do mundo flertou com máximas históricas. A reversão parcial de Trump sobre as tarifas ajudou a recuperar parte do otimismo dos investidores, mas o clima de cautela persiste.

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Cenário atual: Recuperação moderada após queda acentuada

O Bitcoin chegou a atingir cerca de US$ 112 mil na quinta-feira passada, marcando uma nova máxima histórica. No entanto, a euforia durou pouco: durante o fim de semana, o BTC caiu abaixo de US$ 107 mil, assustando investidores e gerando liquidações em contratos futuros.

Na manhã desta segunda-feira (26), o ativo retomava parte dos ganhos, sendo negociado a cerca de US$ 109.852, com valorização de +2,37% nas últimas 24 horas.

Essa recuperação, embora positiva, ainda mantém o BTC a certa distância de seu recorde recente, refletindo a incerteza do mercado diante das variáveis macroeconômicas.

Fatores macroeconômicos e o impacto no Bitcoin

Bitcoin
Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

Na sexta-feira (23), o mercado global foi surpreendido por uma fala de Donald Trump, que descartou um possível acordo comercial com a União Europeia e anunciou a intenção de impor tarifas de 50% sobre produtos do bloco.

A medida, que foi posteriormente adiada para 9 de julho, provocou instabilidade nos mercados financeiros e afetou também o setor cripto, especialmente o Bitcoin, que vinha sendo usado como hedge por muitos investidores institucionais.

Volatilidade esperada em ambiente de incerteza

Apesar de o adiamento das tarifas ter reduzido momentaneamente o risco percebido, o episódio reforçou a volatilidade do ambiente macroeconômico e fortaleceu o movimento de correção no mercado de criptoativos.

Esse tipo de oscilação é comum em momentos de incerteza política e econômica, quando ativos de risco como o Bitcoin sofrem ajustes em função das expectativas dos investidores.

Desempenho das principais criptomoedas

Além do BTC, outras criptomoedas relevantes também iniciaram a semana com leve recuperação, após o baque do final de semana. Veja abaixo os desempenhos até as 9h desta segunda:

CriptomoedaVariaçãoPreço Atual
Bitcoin (BTC)+2,37%US$ 109.852
Ethereum (ETH)+2,84%US$ 2.569
XRP (XRP)+1,86%US$ 2,33
BNB (BNB)+1,85%US$ 674,24
Solana (SOL)+3,43%US$ 177,90
Dogecoin (DOGE)+3,12%US$ 0,2262
Hyperliquid (HYPE)+6,88%US$ 38,67
Uniswap (UNI)+10,15%US$ 6,59

Destaques: Uniswap e Hyperliquid Mostram Força

A Uniswap (UNI) liderou os ganhos com uma impressionante alta de +10,15%, enquanto a Hyperliquid (HYPE) seguiu com +6,88%, indicando que investidores estão procurando oportunidades em tokens com menor capitalização durante períodos de instabilidade.

Notícias de destaque no universo cripto

Governo brasileiro zera impostos para mineração de Bitcoin

Uma medida relevante para o setor foi anunciada recentemente pelo governo brasileiro, que publicou uma resolução zerando a alíquota do imposto de importação para determinados equipamentos utilizados na mineração de Bitcoin.

Itens com Isenção Fiscal incluem:

  • Servidores específicos para mineração;
  • Unidades funcionais integradas;
  • Containers especializados para instalações de mineração.

A decisão pode impulsionar a mineração no país, tornando o Brasil um ambiente mais competitivo no setor. Empresas locais já demonstram interesse em expandir operações diante do novo cenário tributário.

Bancos americanos discutem criação de stablecoin conjunta

Em outra frente, os maiores bancos dos Estados Unidos — incluindo JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo — estariam discutindo a emissão de uma stablecoin conjunta, segundo informações do The Wall Street Journal.

Objetivos da stablecoin:

  • Reduzir dependência de soluções descentralizadas;
  • Concorrer com stablecoins como USDT e USDC;
  • Fortalecer a integração entre sistema bancário tradicional e Web3.

Essa movimentação representa um reconhecimento do poder das criptomoedas no sistema financeiro moderno, ao mesmo tempo em que levanta debates sobre centralização e controle.

Análise técnica: Tendências e suportes do BTC

A queda do Bitcoin no fim de semana pode ser interpretada como uma correção natural, após diversas semanas de alta. O movimento técnico era esperado por analistas, que apontavam a região entre US$ 106 mil e US$ 108 mil como zona de suporte.

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Com a retomada dos US$ 109 mil nesta segunda-feira, o BTC pode ganhar novo fôlego, desde que não haja agravamento das tensões geopolíticas ou surpresas macroeconômicas negativas.

Resistência imediata: US$ 112 mil

Para que o ativo retome sua trajetória de alta, será necessário romper novamente o nível de US$ 112 mil, que representa a máxima histórica mais recente. Acima disso, o mercado entraria em território desconhecido, o que geralmente impulsiona ainda mais a volatilidade.

Perspectivas: O que esperar dos próximos dias?

Além das questões geopolíticas, os olhos dos investidores também estão voltados para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), marcada para o início de junho. As decisões sobre política monetária nos EUA podem influenciar diretamente o apetite ao risco, afetando os mercados tradicionais e o universo cripto.

As taxas de financiamento (funding rates) em bolsas de futuros estão em declínio, indicando que parte do mercado ainda espera mais correções. Contudo, o interesse aberto (open interest) permanece alto, sugerindo que os investidores ainda acreditam em novos ralis no médio prazo.

Reflexos regionais e globais

A política brasileira de isenção tributária para equipamentos de mineração pode atrair empresas internacionais interessadas em expandir suas operações em territórios com menor custo de entrada.

Esse movimento também pode estimular o desenvolvimento de hubs regionais de tecnologia e energia limpa, caso sejam integradas soluções sustentáveis à infraestrutura de mineração.

A proposta de stablecoin por parte dos maiores bancos norte-americanos é um dos maiores indícios de que o sistema financeiro tradicional está buscando adaptação urgente. A competição direta com criptoativos descentralizados deverá aumentar, abrindo espaço para novas regulamentações e disputas jurídicas.

Conclusão: Momento de cautela, mas com oportunidades

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Imagem: executium / unsplash.com

O cenário atual do mercado de criptomoedas mostra que a volatilidade ainda é uma constante, especialmente quando se somam fatores macroeconômicos e geopolíticos.

Apesar da correção pontual no preço do Bitcoin, os fundamentos de longo prazo continuam sólidos, especialmente com a entrada institucional crescente, novos incentivos governamentais e inovações como stablecoins bancárias.

Para investidores, o momento exige análise cuidadosa, gestão de risco e atenção redobrada ao noticiário internacional, que pode alterar drasticamente o humor do mercado em questão de horas.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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