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Mais de 230 mil traders liquidados com alta do Bitcoin; posições vendidas somam US$ 1 bilhão

O mercado de criptomoedas viveu nesta quinta-feira (11) um dos momentos mais explosivos de 2025. O Bitcoin (BTC) renovou suas máximas históricas ao ultrapassar os US$ 116.500, forçando a liquidação de mais de US$ 1 bilhão em posições vendidas, segundo dados da CoinGlass. Ao todo, 232.149 traders foram liquidados em 24 horas, em um dos […]

Avatar de Tainara Ferreira Tainara Ferreira · · 6 min de leitura
American Bitcoin

O mercado de criptomoedas viveu nesta quinta-feira (11) um dos momentos mais explosivos de 2025. O Bitcoin (BTC) renovou suas máximas históricas ao ultrapassar os US$ 116.500, forçando a liquidação de mais de US$ 1 bilhão em posições vendidas, segundo dados da CoinGlass.

Ao todo, 232.149 traders foram liquidados em 24 horas, em um dos maiores short squeezes do ano, que não só impulsionou o preço do BTC, mas também afetou profundamente o comportamento do mercado, com impacto visível também sobre o Ether (ETH) e diversas altcoins.

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Entenda o que é um short squeeze e por que ele abalou o mercado

O fenômeno conhecido como short squeeze ocorre quando traders que apostam na queda de um ativo (vendidos a descoberto) são forçados a recomprar o ativo para encerrar suas posições, devido a uma alta abrupta nos preços. Essa recompra, por sua vez, aumenta ainda mais a pressão compradora, elevando o preço do ativo de forma exponencial.

No caso do Bitcoin, a rápida escalada acima de US$ 112.000, seguida por nova máxima de US$ 116.500, criou um efeito dominó que pegou milhares de operadores de surpresa.

Detalhamento das liquidações: BTC e ETH lideram prejuízos

Bitcoin
Imagem: Freepik e Canva

Segundo os dados da CoinGlass, os prejuízos nas últimas 24 horas foram concentrados da seguinte maneira:

  • Bitcoin (BTC): US$ 570 milhões em posições vendidas liquidadas;
  • Ethereum (ETH): US$ 206,93 milhões em liquidações;
  • Demais altcoins: Aproximadamente US$ 230 milhões.

“Este foi um dos maiores apagões de posições vendidas do ano. Os ‘ursos’ estavam confiantes de que o Bitcoin não romperia sua máxima anterior, mas foram esmagados pela força técnica do mercado”, avaliou o analista de criptoativos Rodrigo Vargas.

O que levou o Bitcoin a romper novas máximas?

Catalisadores da alta

O movimento de alta do Bitcoin não foi completamente inesperado. Diversos fatores contribuíram para a aceleração do rali, incluindo:

  • Força técnica acumulada após semanas de consolidação em torno de US$ 108 mil;
  • Sentimento altista renovado com a recuperação da taxa de hash e liquidez nos ETFs;
  • Aproximação da temporada de divulgação de dados de inflação nos EUA, com expectativa de flexibilização monetária.

“Os mercados estavam esperando um catalisador macro para retomar a tendência. Mesmo na ausência de um anúncio explícito, a expectativa de inflação em queda ajudou o Bitcoin a romper barreiras psicológicas”, destacou a economista Tereza Blanchard.

Impacto nas altcoins e no mercado como um todo

Criptomoedas ganham força e capitalização dispara

Com a disparada do BTC e ETH, a capitalização total do mercado cripto subiu 4,4%, atingindo US$ 3,63 trilhões, segundo dados do CoinMarketCap. As altcoins seguiram o movimento, com destaque para:

  • Solana (SOL): alta de 6,2%;
  • Avalanche (AVAX): alta de 8,1%;
  • Chainlink (LINK): alta de 5,7%.

A combinação de liquidações, aumento do volume e entrada de capital institucional contribuiu para um cenário de efervescência nos mercados digitais.

Reações da comunidade e analistas no mercado

“Os ursos estão em descrença”

Diversas vozes da comunidade cripto expressaram surpresa com a intensidade do movimento. O analista Miles Deutscher, em postagem na plataforma X (antigo Twitter), declarou:

“Os ursos estão em descrença. Muitos ainda acreditavam que o BTC iria recuar antes de romper.”

O trader Daan Crypto Trades classificou o evento como um “short squeeze MASSIVO em BTC e ETH”, destacando o volume de liquidações em tempo recorde.

Memes e e-mails

O influenciador Velo, também na X, ironizou o movimento:

“Muitos e-mails estão sendo enviados.”
Referência à prática de corretoras enviarem notificações de liquidação forçada de posições, o que, segundo ele, explodiu durante o evento.

Ceticismo anterior e mudança de narrativa

Previsões falharam no início da semana

No começo da semana, analistas da Bitfinex publicaram um relatório cauteloso, destacando que o Bitcoin mostrava “falta de força de continuidade” e que os touros estavam hesitantes.

“Sem novos catalisadores ou sinais macroeconômicos mais claros, não vemos BTC rompendo sua máxima anterior no curto prazo”, dizia o documento divulgado na terça-feira (9).

Na ocasião, o BTC era negociado a cerca de US$ 108.500 e lutava contra resistências técnicas.

Mas alguns analistas acertaram

Por outro lado, Michaël van de Poppe, fundador da MN Trading Capital, acertou em cheio ao prever que o rompimento poderia ocorrer ainda nesta semana. Em postagem no dia 30 de junho, ele escreveu:

“O rompimento inevitável para uma nova máxima histórica no Bitcoin pode até ocorrer durante a próxima semana.”

E agora? O que esperar após o short squeeze?

BTC pode estabilizar ou continuar subindo

Com a liquidação de posições vendidas, o caminho técnico fica mais claro para o Bitcoin. Sem grandes resistências no curto prazo e com suporte psicológico forte em US$ 112 mil, muitos acreditam que a criptomoeda pode continuar subindo.

“Agora o mercado está mais limpo, e as posições compradas têm vantagem técnica. Mas vale ficar atento ao volume e aos dados macro da próxima semana”, alerta Eduardo Rabelo, gestor da Solis Digital.

Risco de liquidação de posições compradas

Embora a tendência seja altista, o mercado ainda carrega risco de reversão no curto prazo. Caso o Bitcoin volte aos níveis de quarta-feira (US$ 112 mil), há US$ 2,11 bilhões em posições compradas que podem ser liquidadas, o que pode gerar nova pressão de venda.

Bitcoin e a psicologia do mercado: lições do movimento

Ceticismo generalizado pode alimentar rompimentos

Um dos maiores aprendizados do movimento recente foi o efeito do ceticismo coletivo. A narrativa predominante nos dias anteriores ao rompimento era de que o Bitcoin precisaria de semanas ou até meses para ganhar força — e isso criou o ambiente perfeito para um movimento surpresa com magnitude ampliada.

“Quando o consenso é de que não há força suficiente para romper, os traders vendidos se sentem seguros. É justamente aí que o mercado os surpreende”, afirma Karine Wendel, estrategista de derivativos na BlockEdge.

Conclusão: Bitcoin expõe fragilidade dos ursos e reacende o espírito altista no mercado cripto

Bitcoin
Imagem: tungtaechit / shutterstock.com

O rompimento do Bitcoin para novas máximas históricas, somado à liquidação de mais de US$ 1 bilhão em posições vendidas, reconfigurou o cenário emocional e técnico do mercado de criptomoedas.

A descrença dos ursos, o acerto de poucos analistas altistas e a reação quase imediata das altcoins sugerem que o mercado ainda pode ter fôlego para mais.

Por enquanto, o BTC se mantém estável acima de US$ 116 mil, mas todos os olhos estão voltados para os próximos dados econômicos e movimentos institucionais que podem impulsionar ou frear o rali.

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