Na semana de 9 de julho de 2025, o Bitcoin (BTC) manteve-se próximo aos US$ 111 mil, enquanto ganhava destaque uma análise técnica robusta realizada pelo Chartered Market Technician (CMT) Aksel Kibar, que mapeou um padrão clássico de cabeça e ombros invertido (H&S) no gráfico semanal da Bitstamp.
Segundo Kibar, um fechamento semanal acima de US$ 109 mil, o “pescoço” do padrão, pode desencadear um movimento de alta até US$ 141.300, sobretudo se a vela semanal fechar de forma convincente. Caso contrário, uma correção para os níveis de US$ 101.500 ou até US$ 91.200 poderia invalidar o padrão.
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Histórico do padrão e contexto técnico
Formações anteriores desde 2022
Desde meados de 2022, o BTC passou por uma série de padrões clássicos. No início de 2023, completou um H&S invertido com os ombros em US$ 17.600 e US$ 19.500, e cabeça em US$ 15.500. O rompimento levou a cotação a US$ 31.400.
Posteriormente, o mercado consolidou entre US$ 25.000 e US$ 31.400. A saída desse retângulo pôs o preço no alvo de US$ 38.000.
Depois, o Bitcoin formou uma cunha descendente em US$ 73.700, rompida posteriormente para alcançar os US$ 109.000, e criar o que Kibar chama de ombro esquerdo. A cabeça foi esculpida nos US$ 76.500, e o ombro direito em US$ 101.500 — delineando o padrão invertido que se estende por cerca de seis meses.
Medindo o alvo: US$ 141.300

Regras de contagem do objetivo de preço
Em conformidade com as regras técnicas do H&S invertido, a altura vertical entre cabeça (US$ 76.500) e pescoço (US$ 109.000) é adicionada ao nível de rompimento, resultando no alvo de US$ 141.300.
Esse valor é ligeiramente superior à projeção mensal de US$ 137.000 derivada de uma formação de “xícara com alça”, reforçando a força da leitura.
Rumo ao rompimento decisivo
Close semanal acima de US$ 109.000 é vital
Atualmente negociado próximo aos US$ 111.000, o Bitcoin já superou o nível do pescoço, mas o rompimento ainda exige confirmação com uma vela semanal robusta acima de US$ 109.000, sem mostrar hesitação.
Caso haja recuo, a invalidação do padrão ocorre com fechamento semanal abaixo do ombro direito em US$ 101.500. Quedas abaixo de US$ 91.200 destruiriam o padrão e anulam qualquer expectativa de alta.
Cenários alternativos: falha e queda
Ameaça de correção até US$ 80–90 mil
Em dezembro de 2024, Kibar antecipou que, se o padrão H&S se formasse no gráfico diário, o BTC poderia recuar até US$ 80.000 — correspondendo ao fundo anterior do retângulo de US$ 73.700 (H2).
Acredita-se que o padrão pode evoluir para uma correção significativa, embora o analista destacasse que uma queda profunda parecia improvável, com suporte em torno de US$ 90–100 mil.
Trapaça de mercado ou bull trap
Especialistas como Peter Brandt também mencionam a possibilidade de um bear trap: um rompimento falso que pode atrair vendagens apenas para reverter rapidamente — mantendo o padrão intacto.
Macrofatores sustentando o momento
Fluxo institucional e ambiente global
A alta atual ocorre em meio a fortes entradas nos ETFs de Bitcoin e clima global favorecendo ativos de risco. O mercado reage a sinais de cortes de juros nos EUA, liquidez elevada e escalada de tensões geopolíticas — tudo isso expandindo apetite por risco e reforçando o BTC como reserva estratégica.
Comparativos históricos e padrões confiáveis
Dados de TradingView mostram que em ciclos anteriores o 52 semanas de média móvel atuou como limite para topos históricos, e a formação atual segue lógica semelhante, com expectativas de pico em meados de julho de 2025.
Análise de apoio técnico e validação
Volume e velas de confirmação
Para validar o rompimento, é necessária uma vela semanal longa de corpo branco, acompanhada por aumento de volume, similar aos padrões anteriores mencionados por Kibar.
Outras métricas complementares
Indicadores como Médias Exponenciais de 50/100/200 dias, RSI acima de 60, além de boas condições on-chain, como reservas em exchanges (em queda) e fluxo de baleias, reforçam a perspectiva de alta.
Como reagir ao rompimento
Estratégia para traders
- Entrada após close semanal acima de US$ 109.000;
- Stop inicial abaixo de US$ 101.500, ajustado conforme preço avança;
- Meta parcial em US$ 141.300, com atuação de escalonamento.
Abordagem para investidores de longo prazo
- Considerar exposição gradual via DCA;
- Sales parciais nos topos de Fibonacci: US$ 141.300 e US$ 150–160 mil.
Considerações finais

O Bitcoin encontra-se “na beira da grande ruptura”. O padrão técnico de cabeça e ombros invertido, com clara formação do pescoço em US$ 109.000, projeta um alvo ambicioso em US$ 141.300 — contanto que ocorra o fechamento semanal acima dessa linha, sem hesitação. Caso contrário, suportes entre US$ 101.500 e US$ 91.200 entram em foco.
A análise de Aksel Kibar converte padrões clássicos em cenários realistas, com metas bem definidas, aproveitando a conjuntura técnica mais robusta do mercado. O embate entre continuidade de alta ou correção ainda está em jogo — mas o campo está pronto para que o BTC confirme mais um salto na sua trajetória.
Para quem busca acompanhar esse momento histórico, observar cada vela semanal será fundamental. E você, está pronto para surfar um possível rompimento até US$ 141.300?
