A Black Friday, um dos maiores eventos de compras do ano, tem atraído milhões de consumidores em busca de descontos imperdíveis. No entanto, a revolução digital que impulsionou essa data promocional também trouxe desafios significativos, especialmente no campo da segurança cibernética. Golpistas estão utilizando inteligência artificial (IA) de formas cada vez mais sofisticadas para aplicar fraudes que afetam tanto novatos quanto consumidores experientes.
A IA tem se tornado uma ferramenta cada vez mais comum em fraudes digitais. Com recursos avançados como deepfakes, golpistas conseguem criar vídeos e áudios extremamente convincentes, utilizando até mesmo a imagem e a voz de figuras públicas para promover promoções falsas. Essas tecnologias fazem com que até mesmo as ofertas mais atraentes pareçam genuínas, enganando aqueles que não têm uma visão crítica sobre o que encontram online.
Leia mais: Itaú Unibanco inova com Pix via WhatsApp utilizando inteligência artificial generativa
O uso de deepfake em fraudes de Black Friday

Uma das técnicas mais perigosas que têm sido usadas por criminosos é o deepfake, uma tecnologia de inteligência artificial que cria vídeos e gravações de áudio hiper-realistas.
Golpistas frequentemente utilizam a imagem de celebridades e influenciadores para divulgar falsas promoções, dando a impressão de que a oferta é legítima. O resultado é uma falsa sensação de confiança, que leva o consumidor a tomar decisões impulsivas e, muitas vezes, financeiras.
Esse tipo de fraude é difícil de detectar, pois o conteúdo parece autêntico e é disseminado por canais populares, como redes sociais e vídeos de marketing. Como as campanhas de Black Friday geram um alto volume de compras e interações, os criminosos se aproveitam da agitação para enganar as vítimas.
Sites falsos e URLs suspeitas: um alerta para consumidores
Outro método crescente de fraude envolve a criação de páginas falsas que imitam com precisão os sites de grandes marcas. Usando IA, os golpistas conseguem replicar os elementos visuais e funcionais das lojas virtuais legítimas, tornando a distinção entre um site verdadeiro e um falso extremamente difícil.
Esses sites frequentemente apresentam URLs quase idênticas às originais, mas com pequenas variações que passam despercebidas pela maioria dos consumidores.
De acordo com levantamentos recentes, mais de 4.500 sites fraudulentos foram identificados apenas no início de novembro, antes mesmo do pico da Black Friday.
Essa alta representa um aumento alarmante na prática de fraudes durante o período de promoções, mostrando o quanto os criminosos estão aproveitando a temporada para aplicar golpes em um número cada vez maior de pessoas.
Como se proteger de fraudes na Black Friday
Com o crescimento dos golpes digitais durante a Black Friday, os consumidores precisam estar mais atentos e informados. Aqui estão algumas dicas para se proteger:
- Verifique a URL: Antes de finalizar qualquer compra, sempre confira se o site é realmente da loja em questão. Golpistas frequentemente alteram um ou dois caracteres no endereço para enganar os consumidores;
- Cuidado com promoções irresistíveis: Desconfie de ofertas extremamente vantajosas ou de vídeos promocionais com celebridades que você não viu em outros meios oficiais;
- Use autenticação de dois fatores: Sempre que possível, ative a autenticação de dois fatores nas suas contas para evitar que golpistas acessem suas informações;
- Considere a compra diretamente no site oficial: Prefira sempre realizar compras em plataformas reconhecidas e nas páginas principais das lojas, evitando redirecionamentos de anúncios ou links enviados por e-mail.
A vigilância digital é essencial

À medida que a Black Friday se aproxima, é fundamental que os consumidores estejam cientes de que a tecnologia, embora tenha tornado as compras mais convenientes, também criou novas formas de fraude.
A inteligência artificial, quando usada de maneira errada, pode ser uma arma poderosa para golpistas que buscam explorar a boa fé dos consumidores.
A melhor maneira de se proteger é manter-se alerta, verificar sempre as informações e lembrar que, em um mundo digital, nem tudo o que parece bom é, de fato, legítimo.
