Ao longo dos últimos anos, os brasileiros puderam contar com diferentes tipos de benefícios sociais. Entre 2020 e 2022, mais especificamente, foi possível observar alterações nas composições dos principais programas, inclusive do antigo Auxílio Brasil, agora reconhecido novamente como Bolsa Família.
De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais, que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o benefício em questão saltou 5,6% em 2020 para 60,3% em 2022, no que se refere à distribuição em comparação com os demais auxílios.
Quer ler o resto da materia?
Clique no botao abaixo para liberar o conteudo completo gratuitamente.
Bolsa Família tem crescimento expressivo nos últimos anos
Com base nos dados do estudo, em 2020, o Bolsa Família chegou ao seu menor patamar histórico em relação a distribuição, ficando em 5,6%. No período, outros tipos de benefícios eram mais presentes nesse sentido e alcançavam a grande marca de 79,4%.
No entanto, no ano seguinte este percentual subiu para 17,1% e no ano passado registrou 60,3%. Assim sendo, se consolidou como o principal benefício de assistência social do Governo Federal.
Atualmente, o Bolsa Família, que passou por uma intensa reformulação neste ano, atende mais de 20 milhões de famílias em todo o país. Com um valor mínimo de R$ 600 e liberação de adicionais, trata-se do maior programa de transferência de renda do governo.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
Distribuição dos benefícios sociais ao longo dos anos
Segundo informações divulgadas pela síntese do IBGE, há três anos, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) contava com uma distribuição de 15,1%. Portanto, maior do que o Bolsa Família da época, chamado de Auxílio Brasil.
Nos anos seguintes, o BPC também registrou crescimento e chegou a 35,7% em 2021 e em 35% no ano passado. Sob esse cenário, os outros benefícios sociais perderam centralidade quando comparados com a distribuição tanto do BPC quanto do Bolsa Família.