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Bolsa Família libera R$ 173 a mais para famílias que informam este dado corretamente

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 6 min de leitura
Bolsa Família

Famílias que recebem o Bolsa Família e têm crianças pequenas precisam ficar atentas às informações registradas no Cadastro Único. A partir dos pagamentos de outubro de 2026, o Benefício Primeira Infância passou de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos.

O reajuste também elevou o valor mínimo do Bolsa Família para R$ 691. Na prática, a composição da família passa a ter ainda mais importância no cálculo do benefício, principalmente para quem tem crianças nessa faixa etária.

Por isso, manter os dados do Cadastro Único atualizados pode fazer diferença no valor recebido. Famílias que tiveram um filho recentemente ou que ainda não incluíram uma criança no cadastro devem regularizar a informação.

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O que mudou no Bolsa Família em outubro?

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A partir da folha de outubro, os valores utilizados no cálculo do Bolsa Família foram reajustados.

Os principais valores são:

  • R$ 164 por integrante pelo Benefício de Renda de Cidadania;
  • R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos pelo Benefício Primeira Infância;
  • R$ 58 por integrante que se enquadre no Benefício Variável Familiar;
  • R$ 691 de valor mínimo por família, considerando o Benefício Complementar quando necessário.

O valor final recebido por cada família depende da quantidade de integrantes e dos benefícios adicionais aos quais cada pessoa tem direito.

Quem pode receber os R$ 173 por criança?

O adicional é destinado às famílias que recebem o Bolsa Família e possuem crianças com idade entre zero e sete anos incompletos, desde que os demais critérios do programa sejam atendidos.

O valor é calculado por criança, e não apenas uma vez por família.

Assim, uma família que tenha:

  • 1 criança: pode receber R$ 173 de adicional;
  • 2 crianças: pode receber R$ 346;
  • 3 crianças: pode receber R$ 519.

Esses valores correspondem especificamente ao Benefício Primeira Infância. O pagamento total do Bolsa Família pode ser maior, dependendo dos demais benefícios e da composição familiar.

Por que a idade da criança faz diferença?

A idade registrada no Cadastro Único influencia a identificação dos benefícios adicionais que podem fazer parte do pagamento.

Enquanto a criança estiver entre zero e sete anos incompletos, ela pode gerar o Benefício Primeira Infância de R$ 173.

Depois de completar sete anos, ela deixa de se enquadrar nessa modalidade específica. Se atender aos critérios correspondentes, poderá passar a ser considerada no Benefício Variável Familiar, de R$ 58.

Por isso, informações incorretas ou desatualizadas podem interferir na análise da família.

Quem teve um bebê recentemente precisa atualizar o Cadastro Único?

Sim.

Quando nasce uma criança, a composição familiar muda e essa alteração deve ser informada ao Cadastro Único.

O mesmo vale para outras mudanças importantes, como alteração de endereço, renda, entrada ou saída de integrantes da família e outras informações utilizadas na avaliação dos benefícios sociais.

A inclusão da criança não significa que o pagamento de R$ 173 será automaticamente liberado em qualquer situação. A família precisa continuar cumprindo os critérios do Bolsa Família.

É preciso atualizar o cadastro quando a criança faz aniversário?

Não é necessário ir ao atendimento do Cadastro Único toda vez que a criança completa mais um ano.

A idade é calculada a partir da data de nascimento registrada no sistema. Portanto, se a data estiver correta, o sistema consegue identificar a mudança de faixa etária.

A atualização é necessária quando houver alguma alteração nos dados da família ou quando o cadastro precisar ser renovado.

De quanto em quanto tempo o Cadastro Único precisa ser atualizado?

A orientação geral é que os dados sejam atualizados a cada 24 meses.

Entretanto, a família não deve esperar dois anos caso alguma informação importante tenha mudado.

Se houver nascimento, mudança de endereço, alteração de renda, mudança na composição familiar ou outra alteração relevante, o responsável deve procurar o atendimento do Cadastro Único para atualizar as informações.

O que acontece se a criança não estiver cadastrada?

Se uma criança nasceu e ainda não foi incluída no Cadastro Único, a família deve procurar o atendimento responsável pelo cadastro no município.

Enquanto a informação não estiver registrada, o sistema não terá a composição familiar completa para realizar o cálculo dos benefícios.

Por isso, famílias com recém-nascidos devem verificar a situação cadastral e providenciar a inclusão da criança.

O Bolsa Família passou a ter mínimo de R$ 691?

Sim. A partir de outubro de 2026, o valor mínimo garantido pelo programa passou a ser de R$ 691 por família.

Isso não significa que todas as famílias receberão exatamente esse valor.

O pagamento depende da composição familiar e dos benefícios correspondentes a cada integrante. Famílias com crianças pequenas, por exemplo, podem ter adicionais relacionados à primeira infância.

O Benefício Complementar é utilizado para garantir o piso quando a soma dos valores calculados fica abaixo do mínimo estabelecido.

Como saber quanto a família vai receber?

O valor pode ser consultado pelos canais oficiais do Bolsa Família e do Cadastro Único.

Também é possível procurar um posto de atendimento do Cadastro Único ou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para verificar a situação cadastral.

É importante conferir principalmente:

  • quem aparece como integrante da família;
  • se os dados das crianças estão corretos;
  • se a renda familiar está atualizada;
  • se existe alguma pendência;
  • se o cadastro precisa ser atualizado.

Quais documentos levar para atualizar o cadastro?

A documentação pode variar de acordo com a situação da família.

De forma geral, o responsável familiar deve apresentar documento de identificação, CPF e comprovante de residência. Para incluir uma criança, documentos como CPF e certidão de nascimento podem ser utilizados.

É recomendável levar os documentos dos integrantes da família que precisarem ter informações alteradas ou incluídas.

O que a família deve fazer agora?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quem recebe o Bolsa Família e tem crianças pequenas deve verificar se as informações do Cadastro Único estão corretas.

Se uma criança nasceu recentemente e ainda não aparece no cadastro, a família deve procurar o atendimento municipal responsável para fazer a inclusão.

Também é importante conferir se a renda e a composição familiar continuam corretas. Essas informações são utilizadas para determinar a manutenção e o valor dos benefícios.

O adicional de R$ 173 é por criança dentro da faixa etária prevista, e não um valor único pago para todas as famílias com filhos pequenos.

Conclusão

O reajuste do Bolsa Família aumenta para R$ 173 o adicional por criança de zero a sete anos incompletos, o que pode elevar o valor recebido por famílias com crianças pequenas.

Para garantir o cálculo correto, é fundamental manter o Cadastro Único atualizado, principalmente após nascimento, mudança de renda ou alteração na composição familiar. Também é recomendável conferir os dados antes do pagamento de outubro.

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