O Bolsa Família de setembro começa a ser pago nesta quinta-feira, dia 17. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social, o NIS, terminado em 1.
Os depósitos continuarão até 30 de setembro, seguindo uma data diferente para cada final do NIS. Algumas famílias residentes em municípios atingidos por desastres poderão acessar o dinheiro logo no primeiro dia, sem precisar esperar pelo calendário habitual.
Essa antecipação, entretanto, não acontece automaticamente em toda cidade que decretou situação de emergência. É necessário que o município esteja incluído na autorização de pagamento unificado concedida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o MDS.
A seguir, confira todas as datas, entenda como funciona a liberação antecipada e veja quanto cada família pode receber.
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Quando começa o Bolsa Família de setembro?

O calendário do Bolsa Família de setembro de 2026 começa no dia 17 e termina no dia 30. Os pagamentos são organizados conforme o último algarismo do NIS do responsável familiar.
Quem tem NIS final 1 recebe no primeiro dia. Depois, o dinheiro é disponibilizado para o final 2 e assim sucessivamente, até chegar aos beneficiários com NIS terminado em 0.
Esse sistema escalonado é utilizado para distribuir os depósitos ao longo dos últimos dez dias úteis do mês. A organização reduz filas em agências, lotéricas e outros pontos de pagamento.
Confira o calendário completo:
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 17 de setembro |
| 2 | 18 de setembro |
| 3 | 21 de setembro |
| 4 | 22 de setembro |
| 5 | 23 de setembro |
| 6 | 24 de setembro |
| 7 | 25 de setembro |
| 8 | 28 de setembro |
| 9 | 29 de setembro |
| 0 | 30 de setembro |
Para localizar a data correta, o beneficiário deve observar somente o número que aparece depois do traço no NIS.
Por exemplo, se o documento apresentar o número 123.45678.9-0, o final considerado será 0. Nesse caso, a data regular do pagamento de setembro será 30 de setembro.
O Bolsa Família de setembro será antecipado?
O Bolsa Família pode ter o calendário unificado em municípios atingidos por enchentes, secas, deslizamentos e outros desastres. Quando a medida é autorizada, todas as famílias beneficiárias daquele município recebem no primeiro dia do calendário.
Em setembro, esse primeiro dia será 17. Dessa forma, uma pessoa com NIS final 8, que normalmente receberia em 28 de setembro, poderá acessar o dinheiro no dia 17 se morar em uma cidade incluída no pagamento unificado.
Até o fechamento desta matéria, o MDS ainda não havia publicado uma relação nacional específica e definitiva com todos os municípios contemplados em setembro. A lista pode ser divulgada perto do início dos depósitos.
Por isso, a família não deve considerar o benefício antecipado apenas porque a prefeitura decretou emergência. A confirmação precisa aparecer nos canais oficiais do programa.
Como funciona o pagamento unificado?
Primeiro, o município precisa enfrentar uma situação que comprometa a rotina e a sobrevivência das famílias, como enchente, estiagem severa ou outro desastre de grande impacto.
A situação de emergência ou o estado de calamidade deve ser reconhecido pelo Governo Federal. Depois disso, o município pode solicitar ao MDS medidas especiais para o atendimento dos beneficiários.
Uma delas é a quebra do calendário escalonado. Com a autorização, o pagamento de todas as famílias daquela localidade fica disponível no primeiro dia, independentemente do final do NIS.
Segundo as orientações divulgadas pelo MDS, a unificação pode valer por dois meses. Caso a situação continue, o município poderá solicitar uma renovação por outro período.
Isso significa que uma autorização concedida anteriormente pode continuar produzindo efeitos em setembro. Ainda assim, o beneficiário deve conferir sua situação individual antes de se deslocar para sacar.
Como saber se minha cidade terá antecipação?
A confirmação pode ser consultada no aplicativo Bolsa Família ou no Caixa Tem. Quando existe pagamento unificado, a nova data costuma aparecer nos sistemas oficiais.
Também é possível buscar informações por meio dos seguintes canais:
- aplicativo Bolsa Família;
- aplicativo Caixa Tem;
- telefone 111, da Caixa;
- telefone 121, do MDS;
- prefeitura ou setor municipal responsável pelo CadÚnico;
- Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS.
O telefone 111 é mais indicado para questões relacionadas ao pagamento, à conta e ao saque. O número 121 atende dúvidas sobre regras do programa, Cadastro Único e medidas adotadas pelo MDS.
Quanto será pago em setembro?
O Bolsa Família assegura um valor mínimo de R$ 600 por família elegível. O total, porém, não é igual para todos, pois depende da quantidade de integrantes e da composição de cada residência.
A estrutura do programa inclui um valor de R$ 142 por integrante, chamado Benefício de Renda de Cidadania. Quando a soma não alcança R$ 600, entra o Benefício Complementar para garantir o piso familiar.
Além desse cálculo, existem adicionais destinados a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Os principais valores são:
- R$ 142 por integrante, pelo Benefício de Renda de Cidadania;
- complemento necessário para a família alcançar o mínimo de R$ 600;
- R$ 150 por criança de até 6 anos incompletos;
- R$ 50 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos;
- R$ 50 para gestantes;
- R$ 50 para nutrizes, conforme as regras e o período do adicional.
Os pagamentos foram estabelecidos pela Lei nº 14.601, que retomou o Bolsa Família em 2023 e definiu os benefícios que formam a parcela mensal.
Como os adicionais mudam o valor final?
Imagine uma família elegível composta por uma mãe, uma criança de 4 anos e um adolescente de 15 anos.
Além do valor calculado para garantir o piso familiar, ela poderá receber R$ 150 pela criança de até 6 anos e R$ 50 pelo adolescente. Nesse exemplo, o total poderá alcançar pelo menos R$ 800, desde que os integrantes estejam corretamente identificados no Cadastro Único.
Outra família formada por dois adultos e uma gestante poderá receber pelo menos R$ 650, considerando o mínimo de R$ 600 e o adicional de R$ 50 relativo à gestação.
Os exemplos são ilustrativos. O valor efetivamente liberado deve ser consultado no aplicativo Bolsa Família, pois podem existir descontos, parcelas pendentes, ajustes cadastrais ou diferenças na composição reconhecida pelo sistema.
Como consultar a parcela de setembro?
O aplicativo Bolsa Família apresenta a situação do benefício, as últimas parcelas, o valor liberado e a data prevista no calendário.
Já o Caixa Tem permite verificar se o dinheiro entrou na conta e movimentar os recursos da Poupança Social Digital. Pelo aplicativo, o beneficiário pode fazer Pix, pagar contas, realizar compras e consultar o saldo.
Quem não consegue acessar os serviços digitais pode ligar para o número 111. A Caixa orienta o cidadão a selecionar a opção 1 e, depois, a opção 3 para verificar se o benefício está disponível, informando CPF ou NIS.
O Disque Social 121 também pode ser usado para esclarecer dúvidas sobre o programa. O canal é mantido pelo MDS e recebe ligações gratuitas de telefones fixos e celulares.
Como receber e movimentar o dinheiro?
O pagamento pode ser depositado na Poupança Social Digital, movimentada pelo Caixa Tem. Quando a família possui outra conta habilitada para receber o benefício, o crédito também poderá ser realizado nela.
Pelo Caixa Tem, é possível:
- fazer transferências por Pix;
- pagar contas e boletos;
- usar funcionalidades de pagamento digital;
- consultar saldo e extrato;
- acompanhar as movimentações da conta.
O saque pode ser feito em caixas eletrônicos da Caixa, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, conforme as condições disponibilizadas para cada beneficiário.
A família não precisa sacar todo o valor no dia do depósito. O dinheiro continuará disponível na conta, permitindo que seja movimentado digitalmente.
Se o pagamento não aparecer na data prevista, o primeiro passo é consultar o aplicativo Bolsa Família. Uma mensagem no sistema pode indicar bloqueio, suspensão, cancelamento ou necessidade de atualização cadastral.
O que pode impedir o pagamento?
Estar inscrito no Cadastro Único não garante, sozinho, o recebimento do Bolsa Família. A família precisa atender às regras de renda, passar pela seleção do programa e manter os dados corretos.
Entre as situações que podem afetar o pagamento estão:
- cadastro desatualizado;
- divergência na renda declarada;
- mudança de endereço não informada;
- entrada ou saída de integrantes da residência;
- ausência de resposta a uma convocação;
- descumprimento das condicionalidades;
- identificação de informação incompatível com outras bases públicas.
Uma pendência não significa necessariamente que a família perdeu o benefício para sempre. O bloqueio pode ser temporário enquanto o cadastro é analisado.
O responsável familiar deve verificar a mensagem exibida no aplicativo ou no extrato. Se houver uma convocação, será necessário procurar o CRAS ou o posto do Cadastro Único indicado pela prefeitura.
Quais compromissos precisam ser cumpridos?
As famílias atendidas devem cumprir compromissos relacionados à saúde e à educação. Essas exigências existem para ampliar o acesso de crianças, adolescentes e gestantes aos serviços públicos.
Entre as principais condicionalidades estão:
- frequência escolar mínima de crianças e adolescentes;
- acompanhamento do calendário de vacinação;
- acompanhamento nutricional das crianças;
- realização do pré-natal pelas gestantes.
Quando alguma exigência não é cumprida, o governo procura identificar se a família enfrenta dificuldades para acessar os serviços. O objetivo não é apenas interromper o pagamento, mas também permitir que as equipes municipais acompanhem situações de vulnerabilidade.
Mesmo assim, avisos e convocações não devem ser ignorados. A falta de regularização pode provocar advertência, bloqueio, suspensão e, em casos previstos pelas regras, cancelamento.
É preciso atualizar o CadÚnico para receber?
O Cadastro Único deve ser atualizado sempre que houver mudança nas informações familiares. Mesmo que nada tenha mudado, o MDS orienta a confirmação dos dados dentro do prazo máximo de 24 meses.
O responsável deve procurar o atendimento municipal quando houver alteração de:
- endereço;
- renda;
- emprego;
- telefone;
- escola das crianças;
- composição familiar;
- nascimento ou falecimento de integrante.
O aplicativo Cadastro Único permite conferir a data da última atualização, o NIS dos integrantes e a situação cadastral. No entanto, mudanças relevantes normalmente exigem atendimento no posto do CadÚnico.
Também pode ocorrer uma convocação para averiguação antes de completar dois anos. Isso acontece quando o governo encontra diferenças entre o cadastro e as informações existentes em outras bases públicas.
Quais são os próximos pagamentos de 2026?
Depois de setembro, o calendário regular seguirá nos meses de outubro, novembro e dezembro.
As faixas previstas são:
- outubro: de 19 a 30;
- novembro: de 17 a 30;
- dezembro: de 10 a 23.
Dezembro é a exceção à regra dos últimos dez dias úteis. O calendário começa mais cedo para que todos os pagamentos sejam concluídos antes do Natal.
As datas individuais continuam seguindo o último algarismo do NIS. Portanto, o beneficiário deverá consultar o cronograma de cada mês.
O que fazer antes do dia do pagamento?
O beneficiário deve entrar no aplicativo Bolsa Família e conferir três informações: a situação da parcela, o valor liberado e a data indicada.
Quem mora em uma região atingida por desastre também deve verificar se aparece a data de 17 de setembro, mesmo quando seu NIS termina em outro número. Essa será a principal indicação de que o pagamento foi unificado.
Não é necessário pagar qualquer taxa para receber antecipadamente. A liberação especial é realizada automaticamente para as famílias dos municípios autorizados.
Mensagens que prometem antecipação mediante pagamento, empréstimo ou fornecimento de senha devem ser ignoradas. Em caso de dúvida, a orientação é procurar os aplicativos oficiais ou ligar para 111 e 121.
O Bolsa Família de setembro começa nesta quinta-feira, dia 17, para o NIS final 1 e termina em 30 de setembro, com o final 0. Quem estiver em município autorizado para o pagamento unificado poderá receber no primeiro dia, mas deve confirmar essa informação nos canais oficiais antes de tentar sacar.
Perguntas frequentes

Quando começa o pagamento do Bolsa Família de setembro?
O calendário começa em 17 de setembro de 2026, com o NIS final 1. Os depósitos seguem até 30 de setembro, quando recebem os beneficiários com NIS final 0.
O Bolsa Família será antecipado em setembro?
O pagamento pode ser antecipado para famílias de municípios incluídos pelo MDS no calendário unificado em razão de emergência ou calamidade. A confirmação deve ser consultada nos canais oficiais.
Quem tem NIS final 0 recebe quando?
No calendário regular de setembro, o pagamento para o NIS final 0 será realizado em 30 de setembro.
Quem recebe antecipado precisa fazer alguma solicitação?
Não. Quando o município é incluído na medida, o sistema libera o pagamento no primeiro dia para as famílias atendidas. Não é preciso preencher formulário ou pagar taxa.
Quanto será pago no Bolsa Família de setembro?
O programa garante o mínimo de R$ 600 por família elegível, além de adicionais de R$ 150 para crianças de até 6 anos incompletos e de R$ 50 para crianças maiores, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Como consultar se o dinheiro foi liberado?
A consulta pode ser feita nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem. Também estão disponíveis os telefones 111, da Caixa, e 121, do MDS.
O dinheiro precisa ser sacado no mesmo dia?
Não. O valor pode permanecer na conta e ser movimentado pelo Caixa Tem, inclusive por Pix e pagamento de contas.
Ter emergência decretada garante a antecipação?
Não automaticamente. Além do reconhecimento da situação, o município precisa estar incluído na autorização de pagamento unificado do MDS.
