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Bolsa Família vai acabar e governo vai criar o Renda Brasil

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O governo federal deverá lançar um novo programa social em breve. Assim, o Bolsa Família será encerrado e dará lugar ao Renda Brasil. Quem revelou o plano foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, em conversa com deputados federais. Desta forma, o novo programa social deverá entrar em ação logo após o fim da pandemia de Covid-19. Conforme Guedes, o Renda Brasil deverá ser muito mais abrangente do que o atual programa.

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Bolsa Família será encerrado e dará lugar ao Renda Brasil

Paulo Guedes falou sobre o novo plano para congressistas que participaram da reunião que ocorreu na última segunda-feira (08). O Renda Brasil deverá ser um programa de transferência de renda para a população mais vulnerável, incluindo também os trabalhadores informais que hoje estão cadastrados para receber o Auxílio Emergencial. Entretanto, o ministro não deu maiores detalhes.

Desde 2019, o Governo federal já vem trabalhando para transformar o Bolsa Família, inclusive, o nome Renda Brasil já havia sido escolhido pela equipe econômica de Jair Bolsonaro. A ideia do Ministério da Economia é aprimorar os programas sociais e fazer uma melhor utilização dos recursos nesses programas.

Para os deputados, esse novo programa seria um forma de ajudar a população mais afetada após a pandemia, visto que o Auxílio Emergencial só prevê 3 parcelas de R$ 600. O benefício que começou a ser pago em abril já está na segunda parcela e depois disso, apenas mais uma parcela deverá ser paga aos beneficiários. O governo já fala em estender o pagamento do Auxílio Emergencial por mais dois meses, mas com um valor menor: seriam duas parcelas de R$ 300.

Pandemia auxiliou na atualização dos dados de beneficiários

De acordo com Guedes e os deputados, a pandemia do novo coronavírus ajudou o governo federal a atualizar a sua base de dados de trabalhadores informais. Isso poderá ser aproveitado no Renda Brasil.

Os integrantes do governo temem que as manifestações contra o governo podem aumentar após o fim do Auxílio Emergencial e o novo programa seria uma forma de barrar a insatisfação da população com o governo. Além disso, o nome do programa que foi a principal marca dos governos do PT seria alterado de uma vez por todas.

Reunião serviu para discutir medidas pós-pandemia

A reunião da última segunda-feira serviu para que o Ministro da Economia pudesse discutir com os líderes de partidos do centro da Câmara as medidas a serem tomadas pós-pandemia. Além de Paulo Guedes, os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) também participaram.

Guedes alertou aos líderes partidários que após a crise do coronavírus ter passado, haverá dois choques: de empregos e de investimentos. Os investimentos teriam o aporte de dinheiro público para as obras do governo federal, o que deverá gerar empregos. Entretanto, Guedes ressaltou que grande parte dos investimentos previstos devem vir do setor privado.

Auxílio Emergencial mostrou a importância da transferência de renda para vulneráveis

O ministro da Economia ainda ressaltou que o novo programa Renda Brasil seria uma espécie de gatilho para que os beneficiários procurassem um emprego. Ele disse ainda que, com o pagamento do Auxílio Emergencial, o governo ficou ciente da importância de contar com um programa de transferência de renda para os vulneráveis. Por isso a ideia é lançar programas ainda mais abrangentes do que o Bolsa Família, que será encerrado.

Como funciona o Bolsa Família atualmente?

Atualmente, o programa Bolsa Família atende famílias com filhos de 0 a 17 anos e que vivem em extrema pobreza, com a renda per capita de R$ 89 por mês. Pessoas em situação de pobreza que recebem entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês também possuem direito ao benefício. Até o mês de março, a média do benefício era de R$ 191,86. Durante a pandemia, essas famílias estão recebendo o mesmo valor do Auxílio Emergencial, ou seja, R$ 600.

Para os técnicos do governo, se o Bolsa Família não for ampliado, a fila pode aumentar ainda mais. Isso porque mais pessoas devem sofrer corte na renda por causa da crise econômica e entrar na faixa considerada pobre ou extremamente pobre, que tem direito ao benefício.

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Imagem: rafapress via Shuterstock

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