Milhões de famílias brasileiras já começaram a receber os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de junho. O calendário teve início na quarta-feira, 17 de junho, seguindo o cronograma tradicional baseado no dígito final do Número de Identificação Social (NIS).
Beneficiários com NIS 2 e 3 recebem Bolsa Família entre 18 e 19 de junho
Bolsa Família começou os pagamentos de junho. Confira calendário completo, valores, adicionais e quem recebe nesta semana.
Neste mês, o programa alcança 19,3 milhões de famílias em todos os 5.571 municípios do país, com investimento federal de R$ 13,08 bilhões. Além do valor mínimo garantido de R$ 600, muitos beneficiários recebem adicionais que elevam o benefício mensal, especialmente famílias com crianças, gestantes e nutrizes.
A seguir, confira o calendário completo, os valores pagos, os grupos prioritários atendidos e os cuidados necessários para manter o benefício ativo.
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Calendário do Bolsa Família de junho: veja quem recebe primeiro

Calendário do Bolsa Família em junho de 2026
Os pagamentos seguem a ordem crescente do último número do NIS, distribuídos ao longo dos últimos dez dias úteis do mês.
Nesta primeira etapa, recebem os beneficiários com NIS final 1, 2 e 3.
Datas de pagamento por final do NIS
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 17 de junho |
| 2 | 18 de junho |
| 3 | 19 de junho |
| 4 | 22 de junho |
| 5 | 23 de junho |
| 6 | 24 de junho |
| 7 | 25 de junho |
| 8 | 26 de junho |
| 9 | 29 de junho |
| 0 | 30 de junho |
Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sacados em agências da Caixa Econômica Federal, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Municípios recebem pagamento antecipado
Além do calendário regular, o Governo Federal autorizou o pagamento unificado para famílias residentes em 207 municípios afetados por desastres naturais ou eventos climáticos extremos.
A medida beneficia moradores de cidades atingidas por enchentes, estiagens severas e outras situações de emergência reconhecidas oficialmente.
Nesses casos, independentemente do número final do NIS, os beneficiários recebem o recurso já no primeiro dia do calendário, permitindo acesso mais rápido ao auxílio financeiro.
Qual é o valor do Bolsa Família em junho?
O valor médio nacional do Bolsa Família em junho de 2026 é de R$ 677,66 por família.
No entanto, o benefício varia conforme a composição familiar e a quantidade de adicionais recebidos.
O estado de Roraima registra o maior valor médio do país, chegando a R$ 735,66 por família. Amazonas, Acre, Amapá e Pará também apresentam médias superiores a R$ 700.
Valor mínimo continua garantido
Mesmo com as diferenças regionais, o programa mantém o benefício mínimo de R$ 600 para todas as famílias elegíveis.
Além desse valor, podem ser adicionados benefícios complementares destinados a públicos específicos.
Benefícios extras aumentam o valor recebido
O Bolsa Família possui complementos financeiros voltados para famílias com crianças, adolescentes, gestantes e mães que amamentam.
Benefício Primeira Infância
Famílias recebem R$ 150 adicionais para cada criança de até seis anos de idade.
Em junho, o benefício contempla 8,44 milhões de crianças, com investimento superior a R$ 1,19 bilhão.
Benefício variável de R$ 50
O adicional de R$ 50 é destinado a:
- Crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos;
- Gestantes;
- Nutrizes (mães que amamentam).
Neste mês, o programa atende:
- 14,35 milhões de crianças e adolescentes;
- 670,1 mil gestantes;
- 339,7 mil nutrizes.
O investimento total nessa modalidade supera R$ 706,79 milhões.
Grupos prioritários atendidos pelo programa
A Lei nº 14.601/2023 estabeleceu grupos prioritários dentro do Bolsa Família, ampliando a proteção social para famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Entre os públicos contemplados em junho estão:
- 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua;
- 258,9 mil famílias indígenas;
- 302,8 mil famílias quilombolas;
- 3,2 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil;
- 56,3 mil famílias com integrantes resgatados de trabalho análogo à escravidão;
- 423,4 mil famílias de catadores de materiais recicláveis.
Esses números demonstram o papel estratégico do programa no combate à pobreza e à exclusão social.
Mulheres são maioria entre os responsáveis familiares
Os dados de junho mostram que as mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelo recebimento do benefício.
Atualmente, 16,22 milhões de famílias têm uma mulher como responsável familiar, o que representa 84% do total de beneficiários.
Outro dado relevante é o perfil racial dos atendidos. Pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas correspondem a 73,2% dos beneficiários, somando aproximadamente 36,66 milhões de pessoas.
Regra de Proteção permite permanência após aumento de renda
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Uma das principais características do novo Bolsa Família é a chamada Regra de Proteção.
O mecanismo permite que famílias que consigam emprego formal ou aumentem sua renda permaneçam temporariamente no programa.
Nesse período, continuam recebendo 50% do valor do benefício por até um ano, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo.
Em junho de 2026, cerca de 2,26 milhões de famílias estão enquadradas nessa regra, representando investimento de R$ 832,1 milhões.
Nordeste lidera número de beneficiários
O Nordeste permanece como a região com maior quantidade de famílias atendidas pelo programa.
Distribuição regional dos recursos
- Nordeste: 8,97 milhões de famílias e R$ 6,03 bilhões;
- Sudeste: 5,50 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões;
- Norte: 2,49 milhões de famílias e R$ 1,76 bilhão;
- Sul: 1,32 milhão de famílias e R$ 889,6 milhões;
- Centro-Oeste: 1,03 milhão de famílias e R$ 713,12 milhões.
Estados com mais beneficiários
Entre as unidades federativas, destacam-se:
- Bahia – 2,38 milhões de famílias;
- São Paulo – 2,31 milhões;
- Pernambuco – 1,5 milhão;
- Minas Gerais – 1,46 milhão;
- Rio de Janeiro – 1,43 milhão;
- Ceará – 1,38 milhão;
- Pará – 1,28 milhão;
- Maranhão – 1,17 milhão.
Como manter o Bolsa Família sem bloqueios

Para continuar recebendo o benefício regularmente, é fundamental que a família mantenha os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).
Situações que exigem atualização cadastral
O responsável familiar deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) quando ocorrer:
- Mudança de endereço;
- Alteração na renda familiar;
- Nascimento de filhos;
- Falecimento de integrantes;
- Mudança na composição da família.
Mesmo sem alterações, o cadastro deve ser atualizado pelo menos a cada dois anos.
Cumprimento das condicionalidades
Também é necessário cumprir as exigências do programa, como:
- Frequência escolar de crianças e adolescentes;
- Acompanhamento pré-natal para gestantes;
- Carteira de vacinação atualizada;
- Monitoramento de saúde infantil.
O descumprimento dessas regras pode resultar em advertência, bloqueio ou até cancelamento do benefício.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
