O Bolsa Família começa uma nova rodada de pagamentos em 19 de outubro de 2026, já com os valores atualizados pelo Governo Federal. A partir desta folha, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média estimada das parcelas sobe para R$ 777.
A atualização, porém, não significa que todas as famílias receberão R$ 777. O valor efetivamente depositado depende da composição familiar e dos benefícios adicionais a que cada grupo tem direito. A correção de 15,04% foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120 e considera a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
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Quando começa o Bolsa Família de outubro?

O calendário oficial de outubro terá início na segunda-feira, 19 de outubro, para os beneficiários cujo NIS termina em 1. A liberação continua nos dias úteis seguintes e termina em 30 de outubro, quando será contemplado o grupo com NIS final 0.
Calendário completo de outubro de 2026
- NIS final 1: 19 de outubro
- NIS final 2: 20 de outubro
- NIS final 3: 21 de outubro
- NIS final 4: 22 de outubro
- NIS final 5: 23 de outubro
- NIS final 6: 26 de outubro
- NIS final 7: 27 de outubro
- NIS final 8: 28 de outubro
- NIS final 9: 29 de outubro
- NIS final 0: 30 de outubro
O último número do NIS do responsável familiar é o que determina a data no calendário regular. Ter uma conta no Caixa Tem, por si só, não antecipa nem garante o pagamento: é necessário que a família esteja incluída na folha daquele mês.
Bolsa Família passa a ter mínimo de R$ 691
A principal mudança da folha de outubro é a recomposição dos valores do programa. O piso por família sobe de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado passa de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
O reajuste não representa um valor uniforme. O Bolsa Família é calculado considerando diferentes componentes, de acordo com o perfil dos integrantes da família. Por isso, algumas famílias receberão exatamente o mínimo, enquanto outras terão parcelas superiores à média.
O Benefício de Renda de Cidadania, por exemplo, passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos.
Também houve alteração no Benefício Variável Familiar, que passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível. Esse componente alcança, conforme as regras do programa, gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos.
Por que algumas famílias receberão mais de R$ 777?
A média de R$ 777 não funciona como teto. Uma família com mais integrantes ou com crianças pequenas, por exemplo, pode ter direito a diferentes parcelas adicionais e ultrapassar esse valor.
Na prática, o cálculo começa pelos benefícios correspondentes à composição familiar e pode incluir o Benefício Complementar. Esse complemento é utilizado quando a soma calculada não alcança os R$ 691 garantidos pelo programa.
Por isso, não é correto considerar que todo beneficiário terá R$ 777 disponíveis no Caixa Tem. Esse número representa uma média estimada para a nova folha, enquanto o crédito individual depende da situação registrada para cada família.
Quem tem direito ao Bolsa Família?

A principal regra de elegibilidade considera a renda mensal por pessoa. Atualmente, podem ser elegíveis as famílias inscritas no Cadastro Único com renda de até R$ 218 por integrante, além do cumprimento das demais exigências do programa.
O cálculo é simples: soma-se a renda mensal dos integrantes da família e divide-se pelo número de pessoas que compõem o grupo.
Uma família com quatro integrantes e renda total de R$ 800, por exemplo, teria renda per capita de R$ 200 e estaria dentro do limite de renda utilizado para entrada no programa.
Estar inscrito no Cadastro Único, entretanto, não significa entrada automática no Bolsa Família. O governo realiza a seleção das famílias conforme as regras do programa e a disponibilidade orçamentária.
O que acontece se a renda da família aumentar?
O aumento da renda não significa necessariamente cancelamento imediato. Existem regras específicas de proteção para determinadas famílias que passam a receber mais do que o limite de entrada.
Para famílias que ingressam na Regra de Proteção a partir das regras vigentes desde 2025, o tratamento depende do tipo de renda e da situação cadastral. Em determinadas situações, a família pode continuar recebendo 50% do benefício durante o período previsto, desde que permaneça dentro dos limites estabelecidos.
Por isso, qualquer mudança de renda, endereço ou composição familiar deve ser informada e mantida corretamente no Cadastro Único.
Como consultar o pagamento de outubro
Quem recebe pela conta digital pode acompanhar a liberação dos recursos pelo Caixa Tem. Quando o benefício é creditado em uma Poupança Social Digital, a conta também permite movimentar o dinheiro, fazer pagamentos, transferências e Pix, conforme as funcionalidades disponíveis.
Outra opção é utilizar o aplicativo Bolsa Família. A ferramenta permite verificar a situação do benefício, consultar parcelas disponibilizadas e acompanhar o calendário de pagamentos.
Assim, quem possui NIS final 1 deve observar a liberação a partir de 19 de outubro. Os demais beneficiários seguem o cronograma correspondente ao último dígito do NIS, até 30 de outubro de 2026.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
