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Bolsa Família reduz risco de mortalidade materna em até 31%, aponta estudo

A pesquisa revela que quanto maior o tempo de benefício, maior a proteção na gestação e no pós-parto dessas mães.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Mulher grávida segurando seu celular com a mão direita, enquanto segura sua barriga com a mão esquerda

Resultados de estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatam que o Bolsa Família é responsável por reduzir o risco de mortalidade materna para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A pesquisa destaca que a redução do risco chega a 31% para as contempladas pelo programa social de transferência de renda do governo. Segundo o estudo, quanto maior o tempo de benefício, maior a proteção na gestação e no pós-parto dessas mulheres. Siga na leitura para saber mais sobre a pesquisa.

Benefício do Bolsa Família é responsável por reduzir o risco de morte materna 

Na última segunda-feira (6), pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) divulgaram os resultados do estudo revelando a importância do Bolsa Família na proteção à vida de mulheres gestantes e mães em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Foram analisadas quase 8 milhões de casos de mulheres que tiveram partos entre os anos de 2004 e 2015, recebendo a assistência do benefício. De acordo com os resultados, a taxa de proteção para mulheres beneficiadas entre um e quatro anos era de 15%.

A porcentagem dobrava para beneficiadas que, no dia do parto, tinham entre cinco e oito anos de Bolsa Família, indo para 30%. Já para aquelas com nove anos ou mais de auxílio, o índice chegava a 31%.

Maior assistência e acompanhamento de mães e gestantes

Os números destacam a atuação do Bolsa Família na assistência para as mulheres durante o período gestacional e pós-parto. O benefício, além de atuar no suporte econômico, também gera maior acesso ao pré-natal e acompanhamento médico dessas mães e gestantes, diminuindo, assim, o risco de morte.

Apesar disso, os números mais recentes geram preocupação. De acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde, no ano de 2021 o Brasil alcançou uma média de 107 mortes para cada 100 mil nascimentos.

Em 2019 foram 57 óbitos para cada 100 mil nascimentos. Os números apontam um crescimento em comparação com os anos anteriores e chegam próximo aos índices de 1990, quando 120 mães morriam a cada 100 mil partos. 

A mortalidade materna e infantil são importantes indicadores socioeconômicos. Com isso, a pesquisa deve contribuir para a reestruturação do Bolsa Família, que retorna oficialmente neste mês de março de 2023.

Imagem: Kleber Cordeiro / Shutterstock

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