O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou no dia 1º de novembro no Palácio da Alvorada, dois dias após o resultado da eleição. Momentos antes, o ex-candidato fez uma consulta aos militares do Exército Brasileiro sobre a possibilidade de entrar com uma ação judicial no resultado das eleições.
Bolsonaro cogitou golpe, mas não conseguiu apoio
O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou no dia 1º de outubro no Palácio da Alvorada, dois dias após o resultado da eleição.
A justificativa seria de que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido a suas condenações na Lava-Jato, pudesse ser considerado inelegível. No entanto, os integrantes das Forças Armadas decidiram que não apoiaram o presidente nessa proposta. Segundo a CNN, a ação chegou a ser apoiada por um lado das Forças, mas reprovado por outro.
De acordo com um levantamento do Comitê de Transparência, não foram encontradas irregularidades nos testes realizados em 641 urnas até o momento. Dentre estas, 56 contaram com biometria de eleitores.
Militares se planejam para transição de governo
Segundo uma pesquisa interna, as eleições ocorreram dentro das conformidades e não foi comprovada fraude nas urnas eletrônicas. A ordem no Exército é que, se for feito um posicionamento, ele vai se dar através do Ministério da Defesa.
Entre os generais-de-exército, o resultado das eleições é assunto encerrado e agora os militares estão se organizando para a transição de governo. Inclusive, todos estão aguardando pelo nome do novo ministro da Defesa.
Ainda este mês, é possível que os generais do Alto Comando marquem o primeiro encontro para informar qual é a atual situação da Força e quais as perspectivas para 2023. A reunião faz parte de um processo de transição para o próximo governo.
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O que diz o Exército Brasileiro?
Militares do Alto Comando do Exército estão decididos a aceitar o resultado das eleições presidenciais e desconsideram qualquer chance de golpe ou intervenção. O Exército Brasileiro, por sua vez, informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Imagem: Marcelo Chello/Shutterstock.com
