O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou o cartão corporativo para comprar antidepressivos, combustível para motoristas e até mesmo guloseimas. A agência de dados “Fiquem Sabendo” foi quem divulgou as notas fiscais nesta segunda-feira (23).
Bolsonaro comprava antidepressivos com o cartão corporativo
Confira alguns produtos comprados pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) com o cartão corporativo.
No entanto, as notas fiscais divulgadas neste segunda-feira não são as únicas. Acontece que membros da empresa ainda seguem trabalhando para digitalizar e expor os dados. Até então, já foram escaneadas aproximadamente 2,6 mil páginas, o que representa 20% do total.
Compras feitas por Bolsonaro com o cartão corporativo
Antes de mais nada, é importante destacar que as planilhas das despesas do cartão corporativo já tinham sido divulgadas. Entre 2019 e 2022, Bolsonaro gastou R$ 27,6 milhões. Entretanto, as notas fiscais, com as descrições de cada compra, ainda não tinham sido expostas. Confira abaixo alguns produtos adquiridos pelo ex-presidente.
- Picanha;
- Filé mignon;
- Camarão;
- Caviar;
- Leite condensado;
- Nutella;
- Rivotril;
- Lexapro;
- Remédios e antibióticos para o tratamento de úlceras gastrointestinais.
Bolsonaro usou cartão corporativos em hotéis, padarias, peixarias e sorveterias
Entre com o que mais o cartão corporativo foi utilizado para pagar estão as despesas com hospedagem. Sendo assim, no total, foram gastos R$ 13,7 milhões com hotéis. Para se ter uma ideia, somente no Ferraretto Hotel, localizado no Guarujá (SP), Bolsonaro gastou R$ 1,4 milhão.
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Além disso, alimentação também foi uma parcela significativa nas despesas do cartão corporativo. No total, Bolsonaro gastou R$ 10,2 milhões com comida, em diversos estabelecimentos, sendo: R$ 8,6 mil em sorveterias; R$ 408 mil em peixarias; e R$ 581 mil em padarias.
O cartão corporativo pode ser usado na compra de itens de alimentação. Isso porque o pagamento dos gastos feitos com aquisição de material e prestação de serviços pode ser realizado com o cartão. Além disso, não é obrigatório haver uma licitação para o uso, mas é necessário seguir os mesmos princípios que regem a Administração Pública.
Imagem: Agência Brasil
