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Bolsonaro deixa milhares sem casa com corte de 93% em programa social

O valor é 95,3% menor do que o previsto. Assim, praticamente mata um programa social que vinha sendo prejudicados com as reduções anuais.

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast2 min de leitura
Casa verde e amarela

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Como se já não bastasse os altos juros e dificuldades dos brasileiros para pagar alimentação e moradia, o presidente Jair Bolsonaro deixará milhares sem casa com corte de 93% em programa social. É dito isso, pois, para 2023, está previsto um corte expressivo de 93% do programa Social Casa Verde e Amarela.

Diante disso, deve haver o congelamento das obras de 140 mil unidades de moradia popular, sendo que o Brasil já vive um alto déficit habitacional.

Bolsonaro deixa milhares sem casa com corte de 93% em programa social

Atualmente, o Brasil tem um déficit de 5,9 milhões de casas, conforme o diagnóstico da Fundação João Pinheiro. Nesse mesmo levantamento, há em torno de 1,5 milhão de domicílios precários, que incluem aqueles improvisados nas barracas ou viadutos, e os classificados como moradias rústicas.

Para piorar esse cenário o presidente do Brasil mandou a proposta de Orçamento de 2023, com uma reserva de somente R$ 34,2 milhões para o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), que paga a construção das novas casas subsidiadas pelo governo: modalidade que engloba as famílias com renda de até R$ 2.400.

Casa Verde e Amarela já estava sendo prejudicado com cortes anuais

Em suma, o valor é 95,3% menor do que o previsto para este ano. Assim, a iniciativa prejudica o programa social que vinha sofrendo com as reduções anuais. Mesmo que isso seja para 2023, a medida já impacta em 2022. É dito isso pois ao não ter garantia de recursos para 2023, o MDR não vai retomar 15 mil obras paradas, e que deveriam recomeçar até dezembro.

Ademais, os canteiros ativos devem seguir operando com a verba de 2022. Entretanto, a partir de janeiro, 125 mil obras devem paralisar. Isso deve ocorrer, se a votação do Orçamento não rever o valor.

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“O déficit no Brasil está concentrado nas faixas de menor renda. Quase 80% das famílias sem moradia ganham abaixo de dois salários mínimos e dependem de moradia subsidiada. Elas não têm capacidade de tomar um financiamento”, afirma Evaniza Rodrigues, militante da UNMP (União Nacional por Moradia Popular).

Por fim, vale ressaltar que o corte no programa social é decorrente do menor espaço para as despesas discricionárias na proposta de Orçamento para 2023. Os gastos sustenta o funcionamento da máquina pública, e pagam investimentos como a construção de casas.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovações tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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