Nesta quinta-feira (8), o grupo de transição de governo na área de Minas e Energia acusou o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) de deixar uma dívida de R$ 500 bilhões, que serão pagos na conta de luz dos consumidores nos próximos anos.
Bolsonaro deixou R$ 500 bi em dívida com energia que será cobrada na conta de luz do consumidor
O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou uma dívida de R$ 500 bilhões, que serão pagos na conta de luz dos consumidores.
Assim, o valor bilionário inclui empréstimos realizados pelo setor elétrico durante a pandemia de Covid-19 e durante a crise energética de 2021. Além disso, há a conta incluída na privatização da Eletrobras, que prevê contratação obrigatória de termelétricas e de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), através de uma reserva de mercado nos leilões de energia.
Conta repassada aos consumidores
“Vimos que uma série de ações feitas nesse governo vai deixar uma herança para os próximos governos, que terá de ser paga pelo consumidor de energia elétrica. Tentamos somar todo esse custo a ser pago nos próximos anos e atinge R$ 500 bilhões se trouxermos tudo para hoje em termos nominais”, revelou Maurício Tolmasquim, coordenador executivo do grupo de Minas e Energia da equipe de transição de governo.
Ainda segundo Tolmasquim, o governo Bolsonaro previu repassar essa conta aos consumidores nos próximos governos através de um novo imposto.
“É uma questão muito grave, pois o custo de gerar energia é muito barato. Porque nossas fontes são baratas, temos bons recursos naturais, agora a tarifa que o consumidor paga é exorbitante, uma das mais caras do mundo”, disse. “O que estamos vendo agora é mais pressão sobre as tarifas ao consumidor e temos de agir para evitar isso”, finalizou.
Governo eleito tenta amenizar impacto
De acordo com Nelson Hubner, coordenador do subgrupo de energia do governo de transição, o governo eleito tentará amenizar esse impacto, realizando a rescisão dos contratos das usinas termelétricas contratadas no leilão emergencial feito em 2021. Assim, esses contratos totalizam R$ 39 bilhões.
Portanto, o grupo de transição pede a publicação no Diário Oficial para possibilitar a rescisão amigável dos contratos das usinas que entraram em operação.
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Ademais, Tolmasquim destacou que o governo irá revisar a necessidade do uso de termelétricas.
“É inaceitável, irracionalidade energética, construir usinas longe do suprimento de gás e do centro de consumo, vai construir gasodutos, linhas de transmissão caríssima”, disse Tolmasquim.
Imagem: TanitJuno / Shutterstock.com
