Ministro do governo diz que Bolsonaro pagou R$ 13 bilhões em dinheiro público para tentar se reeleger nas últimas eleições. Para chegar a esse número, ele levou em consideração relatórios sobre o pagamento de auxílios, feito pelo governo em 2022.
Bolsonaro pagou R$ 13 bilhões em auxílios irregulares para se reeleger, aponta relatório
Relatórios apontam que Bolsonaro pagou R$ 13 bilhões para se manter no posto de presidente. Veja quantas pessoas se beneficiaram do esquema!
As denúncias de que Jair Bolsonaro teria utilizado a máquina pública para conseguir se manter no cargo de presidente do Brasil não são novas. No último domingo, o deputado Paulo Pimenta fez um post no Twitter listando o que seriam pagamentos irregulares de auxílios que o candidato fez.
Paulo Pimenta, além de ser deputado, é o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Na sua publicação, ele citou problemas com o consignado no Auxílio Brasil, inclusão de novas pessoas no programa e com o auxílio para taxistas e caminhoneiros.
Bolsonaro pagou R$ 13 bilhões em auxílios irregulares
De acordo com o post, o problema maior estaria na falta de sistematização e fiscalizações dos programas de auxílio. Com isso, várias pessoas que não se enquadravam nas exigências do governo receberam os repasses mesmo assim.
Para Paulo Pimenta, a estratégia do ex-presidente atingiu 4 milhões de pessoas, o que corresponde a 2,5% do eleitorado brasileiro. Além disso, o impacto financeiro dessas ações foi um rombo nos cofres públicos de R$ 13 bilhões.
Pagamentos indevidos
Na sua publicação, o ministro chama a atenção para o consignado do Auxílio Brasil. Na sua visão, o governo da época não estabeleceu critérios para a concessão do crédito nem mecanismos de fiscalização.
Durante a eleição, 2,9 milhões de pessoas conseguiram o consignado da Caixa, o que totaliza um repasse de 99% do que o banco havia separado para a operação. Então, depois das eleições, até o fim de 2022, apenas 53 mil pessoas conseguiram acessar essa linha de crédito.
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Ainda de acordo com a publicação, 30% dos caminhoneiros que recebiam auxílio do governo não cumpriam os requisitos necessários.
Foram identificados casos de pessoas sem o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga, pessoas com CPF irregular e até pessoas mortas que receberam o dinheiro.
No caso do auxílio para os taxistas, as irregularidades são ainda maiores. Cerca de 80% receberam o benefício de forma irregular. Nesse caso, os problemas foram com CPF irregular, beneficiários que moram no exterior, pessoas mortas, participantes com a CNH vencida ou sem o documento.
Imagem: Isaac Fontana/ Shutterstock.com
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