Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde o final de dezembro de 2022, pode ser extraditado de volta para o Brasil nos próximos dias. Questionado sobre essa possibilidade, Flávio Dino, ministro da Justiça e da Segurança Pública, não descartou que isso possa acontecer.
Bolsonaro pode ser extraditado
Jair Bolsonaro pode ser extraditado caso não retorne para o Brasil, segundo o ministro Flávio Dino. Saiba mais na íntegra!
No entanto, o político afirmou que membros do governo Lula estão em contato com o ex-presidente para negociar que ele retorne para o país.
O ministro ainda destacou que embora não haja uma data específica, o prazo seria o do “bom senso”, lembrando que o líder do PL tem pendências para resolver no Brasil.
Ele se refere às investigações que o ex-presidente enfrenta. Dentre elas, uma suposta associação do político aos atos golpistas de 8 de janeiro, quando milhares de bolsonaristas invadiram a sede dos três poderes. Ao retornar para o Brasil, a expectativa é de que ele preste esclarecimentos.
Outras medidas
Além de uma possível extradição, Dino não descartou que outras medidas possam ser adotadas para Bolsonaro retornar ao Brasil e prestar os esclarecimentos necessários, além de responder a outros processos retomados após ele sair da presidência.
Isso porque, pela lei, acusações anteriores ao período em que ele estava à frente da presidência da República são retomadas somente após o fim do mandato.
Além de um pedido de extradição, é possível que o governo brasileiro envie uma carta rogatória para as autoridades americanas, pressionando uma posição dos Estados Unidos diante da longa estada de Bolsonaro no local.
Polêmicas de Bolsonaro
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Em entrevista ao ‘The Wall Street Journal’, o político deu uma entrevista bombástica comentando as últimas polêmicas em que se envolveu.
Além de não ter descartado a possibilidade de ser preso, Bolsonaro afirmou que retornará para o Brasil em março deste ano para fazer oposição ao governo de Lula.
Bolsonaro ainda prometeu que no seu retorno irá se defender das acusações de que estaria envolvido nos ataques às sedes dos três poderes.
Imagem: Douglas Magno/Agência Senado
