Após ter deixado a presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PL) pode ser julgado por apologia ao estupro e injúria. As investigações contra o presidente foram suspensas em 2019 após o político ter assumido um cargo no Executivo, tendo a chamada “imunidade temporária”.
Bolsonaro pode ser julgado por apologia ao estupro
As investigações foram suspensas em 2019 após Bolsonaro ter assumido um cargo no Executivo. Com o fim do mandato, elas foram retomadas.
O benefício é concedido às pessoas que assumem um cargo de alto escalão, como a presidência da República. Isso porque a Constituição impede que essas pessoas sejam processadas por ações que tenham acontecido antes de assumir o cargo.
Processo contra Bolsonaro
Agora que Bolsonaro deixou o seu mandato, as investigações contra o ex-presidente do Brasil foram retomadas.
O líder do PL foi acusado de apologia ao estupro em consequência de falas do político em 2014, quando Bolsonaro disse para a deputada Maria do Rosário (PT) que ela “não merecia ser estuprada”.
Na época, a fala foi amplamente criticada. No entanto, ela ganhou ainda mais repercussão nacional quando a candidatura de Bolsonaro à presidência foi lançada em 2018.
Pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), além de incitar o estupro, o político ainda teria ofendido a honra da deputada.
O ministro do STF, José Antonio Dias Toffoli, afirmou que para haver o julgamento ainda é necessário que a PGR dê o seu parecer. Em seguida, o ministro analisará os casos, que serão enviados para julgamento.
O que o político disse na época?
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Ao se tornar réu, Bolsonaro afirmou que a fala dirigida a Maria do Rosário foi um “reflexo” e que a população precisava ser informada sobre a verdade. Na época, o político ainda afirmou que o que ele disse foi uma “retorsão”.
Ao ser informado sobre o julgamento, o ex-presidente ainda pediu desculpas à sociedade, não pela fala em si, mas por ela ter sido “desinformada sobre a verdade dos fatos”.
Imagem: Marcelo Chello/Shutterstock
