De acordo com Fernando Haddad, futuro ministro da Fazenda, o governo Bolsonaro (PL) enviou à equipe de transição do governo eleito um ofício onde é indicada a retirada de 2,5 milhões de beneficiários. Contudo, em entrevista à GloboNews, Haddad não deu detalhes do pedido, nem mesmo explicou a motivação do atual governo em enviar o ofício à equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro quer tirar 2,5 milhões de famílias do Auxílio Brasil
Confira quais os beneficiários que Bolsonaro indicou para que sejam tirados do Auxílio Brasil pelo novo governo em 2023
“O desenho do Auxílio Brasil não foi feito para combater a fome, foi feito para maximizar o número de votos”, afirmou Haddad ao argumentar que, nos últimos meses, pessoas solteiras passaram a receber o mesmo valor de famílias inteiras.
“Agora nós recebemos ofício do próprio governo mandando retirar do cadastro 2,5 milhões de brasileiros. Por que foram incluídos se não se adequavam aos parâmetros da lei?” “É quase que um crime confessado”, destacou Haddad.
O que diz o governo atual
Todavia, na última terça-feira (13), o Ministério da Cidadania divulgou uma nota na acerca do tema, após acusações do grupo técnico de Desenvolvimento Social da transição. Onde afirma que é “falsa a acusação de que o governo federal incluiu 2,5 milhões de pessoas no Programa Auxílio Brasil pouco antes das eleições, demandando do futuro governo uma revisão dos benefícios e possíveis cancelamentos”.
“Outra acusação fantasiosa feita pelo grupo de transição diz respeito a um suposto crescimento anormal na quantidade de famílias unipessoais beneficiárias do Auxílio Brasil”, informou a nota. “Cabe ressaltar que possíveis irregularidades, assim que identificadas, foram e sempre serão imediatamente corrigidas, como é praxe desta gestão.”
Sem filtros no INSS
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Por fim, Haddad também apontou na entrevista que os filtros do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para conceder benefícios foram removidos pelo governo Bolsonaro. No entanto, afirmou que isso não significa que essas concessões tenham sido irregulares.
À vista disso, a redução acelerada da fila de espera do INSS gerou um aumento no número de beneficiários. E, assim, o gasto aumentou acima do esperado. Dessa forma, é previsto um rombo nas despesas obrigatórias de R$ 22,3 bilhões, dos quais 70% correspondem ao INSS.
Imagem: Marcelo Chello/shutterstock.com
