Reuniões que nunca foram sinalizadas na agenda oficial do ex-presidente Bolsonaro, durante seu mandato, estão vindo à tona neste momento. Isso ocorre durante um contexto de quebra de sigilo de celulares de seus assessores.
Bolsonaro queria comprar a Globo? Entenda a polêmica
Reuniões que nunca foram sinalizadas na agenda oficial do ex-presidente Bolsonaro, estão vindo à tona. Confira uma dessas conversas.
Uma, em especial, chama atenção, já que, nela, Mauro Cid, então ajudante de ordens do presidente, comenta com Célio Faria, chefe do gabinete pessoal de Bolsonaro, sobre a possibilidade de comprar a Globo.
Relação entre Bolsonaro e Globo
O ex-presidente e a empresa de comunicação tiveram uma relação conturbada durante seu mandato. Em diversos momentos, Bolsonaro fez declarações polêmicas a respeito da emissora.
Em um desses episódios, após se sentir atacado em uma reportagem sobre a morte da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, transmitida no Jornal Nacional, o então presidente comentou em live sobre a renovação da concessão da empresa:
“Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição, nem pra vocês nem para TV ou rádio nenhuma, mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês nem pra ninguém”.
Apesar disso, o ex-governante do país investiu pesado na emissora. No primeiro semestre de 2021, foram pagos R$ 6,5 milhões pela veiculação de materiais publicitários. Já em 2022, a quantia foi para R$ 11,4 milhões.
Tal investimento, no período destacado de 2021, ultrapassou valores pagos a emissoras consideradas próximas ao então governo, como Record e SBT.
Confira a transcrição da conversa
“André Esteves”.
Célio pergunta:
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“Do BTG?”
Mauro Cid confirma:
“Isso… Comprar a Globo. Está falida”.
Após isso, Celio ainda critica a emissora e cita que seria melhor ela ser comprada por Esteves do que por chineses.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
