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Bolsonaro recebe péssima notícia do STF

O ministro do Supremos Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu futuro dos processos que envolvem o ex-presidente Bolsonaro.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Imagem do ex-presidente Bolsonaro com os braços cruzados durante discurso político

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu uma péssima notícia do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações a respeito de seu envolvimento com as milícias digitais deverão permanecer sob comando do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Ação vem após entendimento dos juízes de que não há como desconectar as falas de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas e os ataques golpistas do dia 8 de janeiro. A informação foi divulgada pela coluna de Paulo Cappelli do Metrópoles, nesta quinta-feira (9).

Anteriormente, a primeira instância receberia de Moraes parte do inquérito sobre as milícias digitais, que envolvem Bolsonaro. Contudo, após os atos terroristas, os ministros entenderam que não há como separar os julgamentos.

O que é a primeira instância?

A Primeira Instância é o primeiro local por onde passarão a maioria dos processos. A sessão é composta por cartórios e Varas. Dessa forma, caso haja recurso após uma decisão da primeira instância, o processo segue para Segunda Instância, composta por Tribunais de Justiça e por fim, à terceira instância, constituída pelos Supremo Tribunal Federal, por exemplo.

Os presidentes da República possuem o chamado “foro privilegiado”, que permite a eles responderem processos apenas no Supremo Tribunal Federal.

Dessa forma, após a derrota nas urnas, o ex-presidente Bolsonaro (PL) perdeu o foro, passando a receber o tratamento da Justiça como um cidadão comum. Assim, os processos em tramitação que o envolvam passam para a primeira instância. 

Por que Bolsonaro teme a primeira instância?

Conforme mencionado, o foro privilegiado garante que o presidente da República receba julgamento apenas do Supremo Tribunal Federal.

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Contudo, para atingir esta etapa, a Procuradoria-Geral da República deve denunciar o chefe do Executivo após autorização da Câmara dos Deputados. O que não ocorreu com Bolsonaro.

Dessa forma, com os processos na primeira instância, Bolsonaro receberá o da Justiça comum, sem passar por estes trâmites. Além disso, sem o foro privilegiado, o ex-presidente pode ser denunciado por qualquer promotor do Ministério Público.

Imagem: BW Press / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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