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Bolsonaro reconhece que pode estar inelegível

Jair Bolsonaro (PL) declarou que o TSE pode torná-lo inelegível para as eleições de 2026. Entenda o caso aqui.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Jair Bolsonaro discursando diante de vários microfones de diferentes canais de comunicação

Jair Bolsonaro (PL) afirmou que existe sim a possibilidade de estar inelegível para as eleições de 2026, caso o Tribunal Superior Eleitoral tome essa decisão. Dessa forma, o ex-presidente não poderia se candidatar a nenhum cargo público que demande eleições, como a Presidência da República.

Isso porque, citou o caso de uma reunião que fez com embaixadores enquanto liderava o país. Durante o encontro, Bolsonaro criticou as urnas eletrônicas usadas no Brasil nas eleições. Contudo, nenhuma de suas críticas e denúncias sobre as urnas foram comprovadas.

Em evento com empresários em Orlando, na Flórida, onde se encontra desde 30 de dezembro de 2022, Bolsonaro alegou que:

“o processo que vai ser julgado no TSE é para a reunião que eu fiz com embaixadores no ano passado. Foi o crime que eu cometi”.

Bolsonaro pode ficar inelegível se assim o TSE decidir

Além disso, no mesmo evento, complementou:

“Infelizmente, em alguns casos, no Brasil, você não precisa ter culpa para ser condenado. Então, existe essa possibilidade de inelegibilidade sim. A questão de prisão só se for uma arbitrariedade”.

Da mesma forma, negou que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se candidataria à Presidência da República em 2026, caso ele não possa. Contudo, afirmou que sua esposa tem uma “veia política” e pode se candidatar para algum cargo público nos próximos anos.

Atos antidemocráticos de 08 de janeiro

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Embora tenha citado o caso que corre no TSE, Bolsonaro se desviou de responder perguntas sobre os atos antidemocráticos ocorridos no dia 8 de janeiro. Além disso, ressaltou que foi bom estar em solo estado-unidense na data. Isso porque, afirmou que “iria ter um problema” se estivesse no Brasil no dia.

Contudo, Bolsonaro voltou a defender os extremistas que invadiram as sedes dos Três Poderes. Ele afirmou que não foram atos terroristas, mas sim “invasão, depredação”. Ademais, informou que pode retornar ao Brasil em 29 de março, mas que “sempre analisa a situação” do país uma semana antes de tomar essa decisão.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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