Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Bolsonaro sofre derrota em pedido sobre Alexandre de Moraes

No recurso, a votação contra o pedido de Bolsonaro foi unânime entre todos os ministros do STF. Confira o que o ex-presidente solicitou.

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
Jair Bolsonaro com feição preocupada, falando em um microfone.

O pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado de um processo que o envolve foi negado por unanimidade. A votação aconteceu em sessão extraordinária na segunda-feira (10), em plenário virtual do órgão.

O motivo do recurso de Bolsonaro contra Moraes aconteceu após um gesto feito no dia 27 de setembro do ano passado, durante uma sessão da Corte, em que o ministro parecia fazer um gesto similar à degola. Na ocasião, ocorria o julgamento do ex-chefe do Executivo sobre as lives eleitorais em dependências do Planalto e do Palácio da Alvorada.

Gesto de Alexandre de Moraes teve outro motivo, segundo a imprensa

Em apuração realizada por diversos veículos de comunicação à época do fato, o consenso é que o gesto feito por Moraes foi realizado, em tom informal, para um assessor do TSE que se encontrava no local da sessão. Isso teria acontecido devido à demora no repasse de informações solicitadas pelo ministro.

Contudo, o ministro nunca se manifestou sobre o caso de forma oficial. Além disso, também não houve qualquer esclarecimento por parte de Moraes sobre o pedido de recurso feito por Bolsonaro.

Anteriormente, o recurso foi considerado pelo ministro Ricardo Lewandowski como uma tentativa de “tumultuar as eleições”.

Moraes não votou sobre o recurso de Bolsonaro, mas decisão foi unânime

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Por fazer parte do pedido de recurso, o ministro Alexandre de Moraes foi o único impedido a votar sobre a solicitação de Bolsonaro. Contudo, até mesmo o ministro Kassio Nuno Marques, indicado pelo ex-presidente para conduzir os trabalhos, optou pela rejeição do pedido.

O argumento de Marques foi o mesmo de Lewandowski, declarado no ano passado. Para ele, “ o objetivo da presente ação é apenas o de criar um fato político com o reprovável propósito de tumultuar o processo eleitoral”.

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

Topicos relacionados