Uma invasão hacker permitiu que, na manhã de hoje (5), um usuário cadastrado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) expedisse um mandado de prisão falso contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Pedido de prisão de Alexandre de Moraes é ‘expedido e assinado’ pelo próprio ministro
O site do Conselho Nacional de Justiça amanheceu hoje (5) com um pedido de prisão do ministro Alexandre de Moraes. Veja o que aconteceu!
No documento, constava a assinatura do próprio Alexandre, dentro do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
O que dizia a expedição de mandado de prisão de Alexandre de Moraes
Segundo informações da CNN Brasil, o pedido de prisão falso contra Alexandre de Moraes continha as seguintes informações: “Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”.
No caso, o “faz o L” é uma referência ao slogan da campanha do Governo Lula (PT). E foi utilizado tanto por seus apoiadores como forma de apoio, como por seus opositores, de modo a mostrar insatisfação com medidas propostas pela atual gestão presidencial.
De acordo com o CNJ, o pedido de prisão de Alexandre de Moraes teve introdução no sistema por alguém com autorização e apresentou uma inconsistência “fora do padrão”.
Mandado falso continha uma série de críticas a Alexandre de Moraes
Outras informações no documento fraudulento apresentou posições contra o ministro Alexandre de Moraes. Por exemplo, ao citar como texto do próprio, o seguinte trecho:
“sem me explicar, porque sou como um deus do olimpo, defiro a petição inicial, tanto em razão da minha vontade como pela vontade extraordinária de ver o Lula continuar na presidência”.
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No pedido de prisão de Alexandre de Moraes, havia também uma falsa condenação em multa no valor de R$ 22,9 milhões.
O montante é o mesmo da punição que Moraes impôs ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em razão da ação que pedia a anulação de mais da metade das urnas utilizadas no segundo turno das eleições.
Até o presente momento, nem o Tribunal Superior Eleitoral, nem o ministro Alexandre de Moraes se manifestaram sobre o falso pedido de prisão.
Imagem: Rogerio Cavalheiro / shutterstock.com
