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BOMBA: Caixa é acusada de esconder informações sobre consignado do Auxílio Emergencial

A Controladoria Geral da União (CGU) solicitou informações importantes à Caixa Econômica, mas o documento esconde dados. Saiba mais!

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Fachada de uma agência da Caixa Econômica Federal

Recentemente, a Controladoria Geral da União (CGU) determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) apresentasse algumas explicações sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. No entanto, a instituição federal está sendo acusada de esconder as informações sobre isso.

Acontece que, todas as páginas (17) do documento recebido pela CGU estão com uma tarja preta, ocultando assim as informações exigidas. Mesmo com a troca de gestão, ainda há alguns agentes que operaram no empréstimo consignado do benefício social.

Nesse sentido, as informações indicam que esse grupo estaria interessado em ocultar os dados que podem provar o uso político do empréstimo consignado. Entenda, ao logo do texto, mais detalhes sobre o caso. 

Por que a CGU solicitou as informações à Caixa Econômica?

Como citado brevemente, a CGU está suspeitando que o empréstimo consignado do Auxílio Brasil foi ofertado na intenção de uso político. Inclusive, nenhum outro banco – estatal ou privado – ofereceu esse serviço. 

Isto porque, o grupo de pessoas atendido pelo programa social é a população em situação de pobreza e extrema pobreza, consequentemente, as instituições financeiras entendem que há um alto risco de inadimplência.

No caso dos empréstimos consignados, o valor é descontado automaticamente. Contudo, visto que o benefício é de natureza social, os bancos entraram em um consenso de que esse grupo de pessoas não deveria ter acesso ao consignado.

Nesse sentido, 99% da concessão desse serviço foi feita entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. Assim, logo após os resultados indicarem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o serviço foi interrompido.

Além disso, muitos prejuízos passaram a ser notáveis a partir de novembro de 2022. Por fim, no período eleitoral citado, a CEF liberou o montante de R$ 7,6 bilhões aos beneficiários do programa social. 

Como é o documento apresentado pela Caixa?

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Alguns importantes meios de comunicação já alertavam para a concessão em massa no período eleitoral. É o caso, por exemplo, do UOL, que solicitou algumas informações ainda no início do ano, através da Lei de Acesso à Informação.

Visto o caráter da resposta do banco estatal para a própria CGU, o site de informações não recebeu os dados solicitados. Ademais, o documento enviado pela Caixa possui tarjas pretas, tornando o texto oculto.

Algumas partes não tarjadas não possuem nenhum coerência, apresentando informações aleatórias como, por exemplo, “solicitamos possibilitar XXX”, “posto que entendemos XXX”, etc. 

Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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