O Benefício de Prestação Continuada (BPC), um dos principais programas de transferência de renda do Brasil, passou por importantes mudanças legais no final de 2024, que entraram em vigor no início de 2025. As alterações foram introduzidas pela Lei 15.077/24, sancionada pelo governo federal com o objetivo de modernizar o sistema, aumentar a segurança contra fraudes e aperfeiçoar os critérios de acesso.
BPC para idosos: como as novas regras alteram o acesso ao benefício
BPC passa por mudanças em 2025: exige biometria, atualização do CadÚnico e altera regras de renda. Veja como manter seu benefício ativo!
As novas exigências, no entanto, também trouxeram preocupações entre os beneficiários, especialmente os que vivem em regiões mais carentes ou de difícil acesso. Administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de qualquer idade, desde que comprovem renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo.
Com as atualizações implementadas, o governo projeta uma economia de R$ 2 bilhões anuais, mas especialistas alertam para a necessidade de garantir o acesso inclusivo ao benefício.
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BPC: Novas regras e como elas influenciam quem depende do benefício

O que mudou no BPC em 2025?
As principais mudanças no BPC, conforme estabelecido pela nova legislação, envolvem quatro pontos centrais: o cadastramento biométrico obrigatório, a atualização mais frequente do CadÚnico, a exclusão da renda de cônjuges que não vivem no mesmo domicílio e o reforço das medidas de controle e fiscalização.
Cadastramento biométrico obrigatório
A partir de 2025, todos os beneficiários do BPC devem realizar o cadastramento biométrico. O processo inclui a coleta de impressões digitais, fotografia facial e confirmação de dados pessoais, sendo obrigatório para novos pedidos e também para quem já recebe o benefício.
“O objetivo é coibir fraudes e garantir que o benefício seja pago a quem realmente tem direito”, afirmou um representante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Atualização do CadÚnico a cada 24 meses
Outra medida significativa foi a redução do prazo de atualização obrigatória do Cadastro Único (CadÚnico) de 48 meses para 24 meses. A proposta visa manter os dados dos beneficiários atualizados, o que, segundo o governo, aumenta a transparência e reduz distorções no sistema.
Exclusão da renda de cônjuges que não vivem no domicílio
Antes da nova legislação, a renda de cônjuges ou companheiros era incluída no cálculo da renda familiar, mesmo que não vivessem no mesmo domicílio. Com a mudança, essa renda deixa de ser considerada, o que facilita o acesso ao benefício para milhares de famílias em que o cônjuge reside em outra casa, situação comum em casos de separações informais ou abandono.
O impacto das mudanças no acesso ao benefício
Avanços na segurança, mas barreiras para populações vulneráveis
Embora o objetivo do governo com as mudanças seja positivo — combater fraudes e tornar o BPC mais justo — há preocupação com as dificuldades práticas enfrentadas por parte da população, sobretudo:
- Idosos com mobilidade reduzida
- Pessoas com deficiência severa
- Moradores de áreas rurais ou isoladas
- Beneficiários com pouco acesso à internet ou tecnologia
Segundo entidades da sociedade civil, o cadastramento biométrico, embora eficaz em segurança, pode ser um obstáculo real para milhares de pessoas, a menos que o governo expanda os pontos de atendimento e ofereça assistência domiciliar.
Como fazer o cadastramento biométrico do BPC

Procedimentos e locais autorizados
O cadastramento pode ser realizado nas agências do INSS e em postos autorizados pelo governo. É necessário agendar o atendimento previamente para evitar filas e garantir que o beneficiário seja atendido com segurança.
Onde agendar:
- Telefone 135 (Central de Atendimento do INSS)
- Aplicativo Meu INSS
- Site oficial: MEU INSS
Documentos exigidos:
- RG e CPF
- Comprovante de residência
- Comprovantes de renda de todos os membros da família
Como atualizar o CadÚnico
Procedimento deve ser feito a cada 2 anos
A atualização do Cadastro Único pode ser feita de forma presencial, no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo, ou por meio do aplicativo Meu CadÚnico, disponível para celulares Android e iOS.
Para atualizar o CadÚnico:
- Verifique se sua última atualização foi há mais de 24 meses.
- Reúna documentos de todos os membros da família (RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de renda e residência).
- Procure o CRAS mais próximo ou use o app Meu CadÚnico.
- Siga as instruções e confirme os dados.
A falta de atualização pode levar à suspensão ou cancelamento do benefício.
Passo a passo: como manter o BPC em 2025
Para não perder o benefício com as novas regras, os beneficiários devem seguir algumas etapas obrigatórias:
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1. Verifique a situação do CadÚnico
- Consulte no CRAS ou no site/app do CadÚnico se os dados estão atualizados.
- Se estiver desatualizado, providencie a atualização com urgência.
2. Agende o cadastramento biométrico
- Faça o agendamento pelo 135 ou pelo app Meu INSS.
- Leve os documentos obrigatórios no dia marcado.
3. Reúna toda a documentação necessária
- Certifique-se de que o CPF de todos os membros da família está regular.
- Apresente comprovantes atualizados de renda e residência.
4. Acompanhe as notificações do INSS
- Verifique avisos no aplicativo Meu INSS, cartas e mensagens SMS do INSS.
- Em caso de notificação, responda dentro do prazo indicado para evitar suspensão do pagamento.
Reavaliação de pedidos negados
Famílias que antes eram excluídas podem ser beneficiadas
A mudança no cálculo da renda, com a exclusão de cônjuges não residentes, pode beneficiar milhares de famílias que tiveram pedidos negados com base em um entendimento anterior mais restritivo.
O INSS já informou que irá revisar automaticamente alguns pedidos arquivados, mas orienta que interessados procurem o CRAS ou o INSS para solicitar a reanálise do processo, se julgarem que se enquadram nas novas regras.
BPC em números: quem são os beneficiários?

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, o BPC atende atualmente mais de 5 milhões de brasileiros, divididos entre:
- 3,4 milhões de pessoas com deficiência
- 1,6 milhão de idosos com 65 anos ou mais
O valor do benefício corresponde a um salário mínimo vigente e não exige contribuição prévia ao INSS. Contudo, é necessário estar inscrito e com os dados atualizados no CadÚnico.
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
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