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BPC/LOAS pode ter novo valor em 2027; entenda o que muda para beneficiários

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O Benefício de Prestação Continuada (BPC), conhecido como BPC/LOAS, poderá ter um novo valor em 2027 com a atualização do salário mínimo. A estimativa apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano aponta para um piso nacional de R$ 1.741, o que representaria um aumento em relação aos atuais R$ 1.621.

O reajuste, porém, ainda depende da definição oficial do salário mínimo de 2027. Até que o novo valor seja confirmado e entre em vigor, os beneficiários continuam recebendo o valor correspondente ao piso nacional vigente em 2026.

A mudança também gera dúvidas sobre a relação entre o BPC e o Bolsa Família, especialmente após a divulgação de novos valores para o programa de transferência de renda. Embora os dois benefícios atendam pessoas em situação de vulnerabilidade, eles possuem regras de concessão e atualização diferentes.

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Qual será o valor do BPC em 2027?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O BPC paga mensalmente o equivalente a um salário mínimo para pessoas que atendem aos critérios legais. Por isso, quando o piso nacional é reajustado, o valor do benefício assistencial também muda.

A estimativa orçamentária de R$ 1.741 para o salário mínimo de 2027 serve como referência para o planejamento financeiro, mas não deve ser confundida com um valor definitivamente aprovado.

Se a previsão for confirmada, o benefício terá um aumento de R$ 120 em relação aos R$ 1.621 pagos em 2026. O valor efetivo dependerá da definição oficial do novo piso nacional.

Quando o reajuste do BPC será pago?

O aumento é esperado para o início de 2027, após a entrada em vigor do novo salário mínimo. Os pagamentos seguirão o calendário operacional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O beneficiário não precisa solicitar um reajuste individual quando a atualização decorre exclusivamente da mudança do piso nacional. O valor deve ser ajustado conforme as regras aplicáveis ao benefício.

É importante acompanhar os comunicados oficiais para confirmar o novo valor e as datas dos depósitos.

Reajuste do Bolsa Família aumenta o valor do BPC?

Não. O valor do Bolsa Família não determina diretamente quanto uma pessoa recebe de BPC.

Os dois programas possuem finalidades distintas. O Bolsa Família é destinado a famílias que atendem aos critérios de renda e às demais exigências do programa. Já o BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que cumpram os requisitos legais.

Mesmo que ocorram mudanças nos valores do Bolsa Família, o BPC continua vinculado ao salário mínimo nacional.

Segundo as informações apresentadas na referência, o Bolsa Família teria novos valores a partir de outubro de 2026. Essas alterações, contudo, não provocam automaticamente um reajuste no benefício assistencial.

Quem tem direito ao BPC/LOAS em 2026?

O Benefício de Prestação Continuada é previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e atende dois grupos principais: pessoas idosas com pelo menos 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade.

Além do enquadramento em uma dessas categorias, é necessário cumprir os critérios socioeconômicos e os procedimentos exigidos para a concessão.

Em regra, a análise considera renda familiar por pessoa igual ou inferior a um quarto do salário mínimo, além das demais condições previstas na legislação. Para o piso de R$ 1.621 em 2026, esse limite corresponde a R$ 405,25 por pessoa.

No caso da pessoa com deficiência, é necessária uma avaliação conforme os critérios legais, incluindo a análise da deficiência e de seus efeitos de longo prazo. A inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) e o cumprimento das exigências cadastrais também são importantes.

O BPC não é aposentadoria e não exige contribuições previdenciárias anteriores. Entretanto, diferentemente de benefícios previdenciários, não dá direito ao pagamento de décimo terceiro salário.

É possível receber BPC e Bolsa Família ao mesmo tempo?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O recebimento simultâneo pode ser possível, desde que a família cumpra os requisitos dos dois programas e as regras aplicáveis à composição da renda familiar.

Para ingressar no Bolsa Família, a regra geral exige renda mensal de até R$ 218 por pessoa, além da inscrição no CadÚnico e do cumprimento das demais condições do programa.

O recebimento do BPC por um integrante da família pode afetar o cálculo da renda por pessoa. Por isso, não basta estar inscrito no Cadastro Único: é necessário verificar como a renda será considerada segundo as normas vigentes.

Um exemplo ajuda a entender. Uma família com quatro integrantes e apenas um benefício de R$ 1.621 teria renda média de R$ 405,25 por pessoa, antes de considerar outras rendas e as regras específicas de cálculo. Esse resultado, isoladamente, não permite concluir se a família terá direito ao Bolsa Família, pois a elegibilidade depende da análise oficial.

Em caso de dúvida, o responsável familiar pode procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para atualizar os dados e receber orientação.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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