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Bradesco consegue vitória na Justiça contra Americanas; entenda o caso

O Bradesco conseguiu uma vitória na Justiça contra a Americanas na última semana; entenda em detalhes o que aconteceu.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Celular em cima de um teclado com tela exibindo aplicativo do Bradesco

Nesta segunda-feira (6), o Bradesco (BBDC4) conseguiu uma vitória contra a Americanas (AMER3) na Justiça de São Paulo. Há alguns dias, a instituição bancária solicitou a proibição da venda de bens de executivos da varejista.

Considerado um dos maiores credores da Americanas, o banco tem agido de forma efetiva para reaver o seu dinheiro desde que a varejista anunciou um rombo de R$20 bilhões de reais por ‘inconsistências contábeis’. 

Em uma destas tentativas, o banco pediu que a justiça impedisse a venda de bens que caracterizam ‘esvaziamento patrimonial’ e que pudessem frustrar o pagamento da dívida à instituição financeira no futuro. Nesse sentido, na última sexta-feira (3), a decisão foi acatada, dando uma ‘vitória’ para o banco.

Americanas X Bradesco

A Americanas se tornou um dos assuntos mais comentados do mercado financeiro nos últimos meses, depois de anunciar um rombo na sua contabilidade. Com isso, a empresa anunciou que sua dívida está na casa dos 40 bilhões de reais e entrou com o pedido de recuperação judicial. 

Desde então, os bancos têm pressionado a empresa para receber, alegando que ela contraiu dívidas pouco antes de anunciar o rombo financeiro. Segundo informações divulgadas pela CNN, a companhia deve R$ 22 bilhões para nove grandes bancos, dentre eles o Bradesco.

Segundo dados divulgados pela Justiça, estes são os principais credores da Americanas:

  • Bradesco — dívida de R$ 4,5 bilhões;
  • Santander — dívida de R$ 3,6 bilhões;
  • BTG — dívida de R$ 3,4 bilhões;
  • Votorantim —  dívida de R$ 3,3 bilhões;
  • Itaú Unibanco — dívida de R$ 2,7 bilhões;
  • Safra — dívida de R$ 2,5 bilhões.

Americanas se pronuncia

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Para a imprensa, a Americanas afirmou que ainda tem a possibilidade de que pessoas do Conselho Fiscal vendam seus bens, destacando que há, sim, alternativas. A empresa salientou, além disso, que o processo apenas torna pública a reclamação do Bradesco.

Por fim, vale salientar, também, que, mesmo com o bloqueio encabeçado pelo banco, a empresa tem a chance de recorrer ao pedido.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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