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Bradesco e Santander suspendem consignado do INSS; veja o motivo

O Bradesco e Santander suspendem consignado do INSS; veja o motivo e entenda melhor se ele ainda está disponível.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Fachada do Bradesco crédito consignado

O Bradesco e o Santander surpreenderam o mercado ao anunciarem hoje (20), que, a partir desta semana, estará suspenso o crédito consignado para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A decisão foi adotada após o governo federal decidir reduzir o teto de juros do crédito consignado, que é um dos principais programas usados pelos beneficiários do INSS, por ter desconto direto na folha de pagamento.

Paralisação geral

No entanto, não foram os únicos bancos a anunciar a paralisação deste produto após o INSS anunciar os juros. Anteriormente, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já haviam deixado de oferecer o produto. A ação gerou críticas do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), que destacou que o programa é benéfico

Ademais, dentre os grandes bancos, os únicos que ainda não haviam se posicionado sobre a mudança era o Bradesco e o Santander, que o fizeram nessa segunda-feira (20) ao retirar os produtos de seus bancos.

O primeiro emitiu uma nota a imprensa, destacando que a medida em um primeiro momento é apenas temporária. Em contrapartida, o Santander também tirou o produto de circulação, porém, não explicaram o motivo de terem adotado essa medida e nem falaram se retomá-lo em algum momento.

Polêmica em relação aos juros

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Vale destacar que, a questão dos juros não foi mal recebida apenas pelos grandes bancos, mas em outros setores também, devido à falta de discussão do assunto em um âmbito público.

Embora a iniciativa tenha como intuito ajudar os beneficiários do INSS, a medida é vista como polêmica, pois, mesmo propondo a redução do teto dos juros, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, não consultou o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, Lupi também não teria consultado o Ministério da Casa Civil ou o Ministério da Fazenda.

Imagem: Alf Ribeiro/ Shutterstock

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Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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