Na última semana, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou a redução da taxa de juros para o empréstimo consignado vinculado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida fez com que diversos bancos suspendessem a modalidade de crédito sob a justificativa de impossibilidade de arcar com os custos.
A alíquota caiu de 2,14% para 1,70% ao mês. Assim, de acordo com informações divulgadas pelo Valor Investe, com base no relatório do Banco Central, das 38 instituições financeiras, apenas quatro se encaixam dentro do novo limite.
Além disso, os bancos em questão representam uma quantidade mínima da oferta. Isso porque a linha era liderada por nomes como Itaú, Bradesco, Pan e Santander, além das instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Bancos dentro do novo limite
Os bancos que se encaixam no novo limite estipulado para a taxa de juros do consignado do INSS são:
- CCB Brasil: 1,31% ao mês;
- BRB: 1,63% ao mês;
- Cetelem: 1,65% ao mês;
- Sicoob: 1,68% ao mês.
Os dados foram compilados entre o dia 27 de fevereiro e 3 de março.
Oferta do consignado do INSS entre as instituições financeiras
Como citado acima, as principais instituições financeiras que oferecem o empréstimo para aposentados e pensionistas são os seguintes:
- Itaú: 27%;
- Bradesco: 17%;
- Pan: 11%;
- Santander: 7%;
- Caixa: 7%;
- Banco do Brasil: 4%;
- C6: 4%;
- Safra: 3%.
Assim, isso quer dizer que, somados, tais bancos são responsáveis por quase 80% da oferta do serviço. Porém, alguns deles anunciaram a suspensão depois do reajuste aprovado pelo conselho.
Nesse sentido, até o momento, nomes como Itaú, Pan, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil confirmaram o cancelamento da linha.
Por fim, em resposta, Carlos Lupi, chefe do Ministério da Previdência Social, usou o Twitter para dizer que as Centrais Sindicais cobram o Governo Federal para que os bancos públicos garantam a modalidade de crédito aos brasileiros.
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