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Bradesco faz alerta e preocupa clientes

Uma recente decisão dos executivos do Bradesco irá afetar principalmente aos clientes de baixa renda. Veja mais!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Fachada de uma agência do Bradesco

Na última semana, o Bradesco anunciou que seu lucro recorrente de outubro a dezembro de 2022 teve uma queda de 76% quando comparado ao mesmo período de 2021. Diante disso, executivos da instituição admitiram que a situação é decorrente de uma falha do próprio banco.

“Devíamos ter restringido mais cedo nossa política de crédito”, afirmou Octávio de Lazari, presidente-executivo do Bradesco. Além disso, o executivo disse que o Bradesco disponibilizou mais empréstimos do que deveria desde 2020, durante a pandemia, quando o juros estava em 2% ao ano, resultando na alta da inadimplência que vem impactando o banco.

Inadimplência

À vista disso, no terceiro trimestre de 2022, o índice de inadimplência para empréstimo acima de 90 dias no Bradesco aumentou 0,4 ponto percentual quando comparado com o terceiro trimestre do ano anterior. Além disso, houve uma piora nas dívidas vencidas entre 15 a 90 dias. Contudo, de acordo com Lazari o banco já tem tomado medidas para resolver a situação, começando por uma postura mais seletiva.

Dessa forma, o executivo afirmou que, em 2023, a instituição financeira vai dar prioridade a operações com garantias e clientes com perfil de menor risco. No entanto, Lazari admitiu que, ao adotar um perfil mais conservador, as receitas do Bradesco podem ser afetadas.

Medidas

Entretanto, o CEO disse que é possível equilibrar o crescimento entre as diferentes variáveis, como carteiras do banco, taxas mais elevadas e menos concessões de cartão de crédito, por exemplo, tudo isso com o intuito de frear a inadimplência, que deve acontecer no terceiro trimestre deste ano.

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Ademais, ainda segundo o presidente-executivo, no final de 2024, o Bradesco deverá ter novamente um retorno sobre o patrimônio de cerca de 18% por meio da geração recente de melhor qualidade e a normalização gradual do custo de capital.

Todavia, os analistas não estão tão otimistas em relação ao futuro do banco. “A margem financeira líquida e as altas despesas com provisões provavelmente manterão os ROEs abaixo do custo de capital em 2023 e 2024”, afirmou o Itaú BBA, sugerindo que o Bradesco não deve apresentar números melhores nos próximos dois anos.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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