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Bradesco fecha 1.356 agências em meio ao avanço das fintechs: O que esperar sendo cliente do banco?

Bradesco fechou 1.356 agências em 2025. Veja números, impactos, lucro e o que esperar sendo cliente do banco em 2026.

Kayky SantosPor Kayky Santos4 min de leitura
Bradesco

O ano de 2025 marcou uma virada estrutural no sistema bancário brasileiro e o principal protagonista desse movimento foi o Bradesco.

O banco encerrou 1.356 agências e postos de atendimento ao longo do ano, uma redução de 28,2% em relação a 2024, segundo dados divulgados em balanço corporativo e reportagens do Estadão e Metrópoles.

Mas o que isso realmente significa para quem é cliente?

Mais do que números, estamos falando de uma mudança profunda na forma de se relacionar com o banco.

Leia mais:

Bancos estatais fecham 2.334 agências em todo o Brasil e público-alvo é o principal prejudicado

Resumo executivo

Entre 2015 e 2025, o Brasil perdeu 7.625 agências bancárias queda de 32,9%, segundo dados consolidados do Banco Central do Brasil.

Só o Bradesco reduziu 2.550 unidades na última década, uma retração de 54,8% na sua rede física.

Em 2025, o banco terminou o ano com 3.450 agências em funcionamento.

E mesmo com os cortes, registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre alta de 20,6% frente ao mesmo período de 2024.

A liderança no ranking de fechamento

Entre os três maiores bancos privados, o Bradesco foi o que mais reduziu sua presença física em 2025:

  • Bradesco: 1.356 agências fechadas
  • Santander: 579
  • Itaú: 399

Ao todo, os chamados “bancões” fecharam 2.334 unidades no ano passado e o Bradesco respondeu por mais da metade desse total.

Segundo o CEO Marcelo Noronha, o movimento faz parte de um ajuste de “footprint” termo de mercado que significa redução da estrutura física para ganhar eficiência operacional e competir melhor no ambiente digital.

Evolução histórica: uma transformação estrutural

Em 2015, o Bradesco tinha 4.654 agências.
Em 2025, esse número caiu para 2.104 (considerando metodologia de agências puras).

Essa redução acompanha:

  • Digitalização massiva dos serviços
  • Crescimento das fintechs
  • Uso de inteligência artificial
  • Menor fluxo de clientes nas agências

Como cliente, é impossível não perceber: filas menores, mas também menos unidades no bairro.

Pensando como cliente do Bradesco

Se você é correntista, talvez tenha sentido algo assim:

“Minha agência fechou. E agora?”

Essa é uma reação comum especialmente para quem:

  • Prefere resolver tudo presencialmente
  • É aposentado ou recebe benefício social
  • Tem relacionamento antigo com o gerente

Ao mesmo tempo, muitos clientes já usam:

  • Pix pelo aplicativo
  • Investimentos pelo internet banking
  • Cartões e seguros contratados online

O que muda, na prática?

Atendimento mais digital e concentrado

As agências que permanecem tendem a ser maiores e mais focadas em consultoria e crédito.
O atendimento transacional (pagamentos, extratos, transferências) migra quase totalmente para o app.

Menos proximidade física, mais eficiência operacional

Pode haver sensação de distanciamento.
Por outro lado, a estratégia busca reduzir custo fixo e melhorar competitividade frente às fintechs.

O paradoxo: menos agências, mais lucro

Mesmo com a redução da estrutura física, o banco registrou:

  • Lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no 4º trimestre de 2025
  • Crescimento de 20,6% em relação ao ano anterior
  • Aumento de 8,5% nas despesas operacionais (R$ 64,35 bilhões)

Ou seja: cortar agências não significa necessariamente cortar custos totais.

Parte das despesas migra para:

  • Tecnologia
  • Infraestrutura digital
  • Segurança cibernética
  • Acordos trabalhistas

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Impacto no emprego e no atendimento

O setor bancário fechou 8.910 postos de trabalho em 2025.

Como cliente, isso pode significar:

  • Gerentes atendendo mais clientes
  • Atendimento digital mais automatizado
  • Maior uso de chatbots

Mas também abre espaço para um novo perfil de atendimento: mais consultivo e menos operacional.

E as fintechs nessa história?

O avanço de bancos digitais pressiona diretamente instituições tradicionais.

Fintechs operam sem agências físicas, com menor custo estrutural.
Para competir, o Bradesco precisa equilibrar:

  • Presença física estratégica
  • Investimento pesado em tecnologia
  • Experiência digital fluida

Não se trata apenas de “cortar custos”, mas de reposicionar o modelo de negócio.

O que esperar em 2026?

As tendências indicam:

  • Continuidade da redução gradual de agências
  • Consolidação de atendimento híbrido (digital + físico especializado)
  • Maior integração entre app, WhatsApp e atendimento remoto
  • Possível regulamentação sobre critérios mínimos de presença física (PL 5456/2025 em análise no Senado)

Como cliente, o mais prudente é:

  • Dominar o aplicativo do banco
  • Atualizar seus dados cadastrais
  • Conhecer canais alternativos de atendimento
  • Avaliar se seu perfil combina com modelo mais digital

O olhar final: adaptação é inevitável

O Bradesco está passando por uma transformação estrutural não isolada, mas inserida em um movimento global do setor financeiro.

Para quem é cliente antigo, pode parecer uma perda de proximidade.
Para quem já vive no digital, pode ser apenas uma formalização do que já acontece.

A questão central não é se as agências vão continuar fechando.
É como o banco vai equilibrar eficiência com inclusão financeira.

E como nós, clientes, vamos nos posicionar diante dessa nova fase.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Kayky Santos

Autor

Kayky Santos

Kayky Santos é coordenador com expertise em gestão de pessoas, além de estrategista em mídias sociais, tráfego pago e SEO. Atua diretamente na criação, curadoria e publicação de conteúdos no portal Seu Crédito Digital, com foco em benefícios sociais, economia e mercado financeiro. É especialista em estruturar pautas que ajudam os leitores a tomar decisões mais informadas e seguras no dia a dia. Sua abordagem alia análise técnica com linguagem acessível, tornando temas complexos mais fáceis de entender.

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