A Americanas anunciou em janeiro um rombo fiscal de R$ 20 bilhões, o que impactou a empresa e seus credores. Desse modo, após diversas polêmicas envolvendo os bancos, o Bradesco solicitou à Justiça na última segunda-feira (6) que a busca e apreensão de e-mails da cúpula da Americanas ocorra em servidores da Microsoft.
Bradesco solicitou à Justiça que e-mails da Americanas sejam coletados na Microsoft
Saiba por que o Bradesco solicitou que os e-mails da Americanas sejam coletados pela Microsoft e veja para quem a varejista deve.
A sede da Microsoft fica em São Paulo e o pedido é uma maneira de evitar que a coleta dos documentos seja adiada pela varejista.
Vale destacar que, ainda em janeiro, Andréa Galhardo Palma, juíza da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), tinha autorizado a apreensão de e-mails dos últimos dez anos.
Coleta de e-mails
Como dito acima, em janeiro o TJSP autorizou a coleta de e-mails da varejista dos últimos dez anos. Essas mensagens seriam dos diretores e integrantes do conselho de administração da Americanas.
Entretanto, em 2 de fevereiro, Alexandre de Carvalho Mesquita, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, declarou que a Justiça de São Paulo não tinha competência para determinar essa busca.
Vale destacar que o processo de recuperação judicial da varejista está acontecendo no Rio, onde está localizada a sede da empresa. Apesar disso, o Bradesco contestou e alegou que essa resistência da varejista é um índice de que é necessário cumprir a determinação.
Além disso, o banco ainda afirma que os elementos que serão analisados, isto é, os e-mails institucionais da empresa ficam armazenados nos servidores de nuvem. Essa manutenção pertence à Microsoft, que tem sede em São Paulo.
Multa
O Bradesco não quer apenas a apreensão dos e-mails, mas também que a varejista disponibilize, em três dias, o ingresso da Kroll, a empresa responsável da perícia, em suas dependências. Caso a Americanas negue o pedido, o Banco pede uma multa diária de R$ 5 milhões
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Credores
Com o anúncio de inconsistências contábeis, veio à tona a lista de credores da varejista, que cada vez aumenta. Assim, vale destacar que os bancos são os principais credores, e ao Bradesco a varejista deve R$ 4,7 bilhões. Sendo assim, para o banco, a solicitação da apreensão dos e-mails pode ser uma maneira de descobrir os culpados pelo rombo fiscal.
As dívidas da varejista também envolvem pessoas físicas, transportadoras, e entes públicos, com os quais têm pendências tributárias.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com
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