O Brasil registrou a criação de 1.222.591 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (4). Os números fazem parte do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e mostram uma queda de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Brasil cria 1,2 milhão de empregos no 1º semestre, mas carteira assinada desacelera
O Brasil criou 1,2 milhão de empregos formais no primeiro semestre de 2025. Apesar do saldo positivo, houve desaceleração em relação a 2024.
Apesar do saldo positivo, os dados acendem um alerta para a desaceleração da formalização no mercado de trabalho.
Saldo de admissões e desligamentos no semestre

Entre janeiro e junho de 2025, foram 13,9 milhões de admissões e 12,7 milhões de desligamentos com carteira assinada no país.
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Comparativo com o mesmo período de 2024
| Indicador | 1º semestre 2024 | 1º semestre 2025 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Admissões | 14.3 milhões | 13.9 milhões | -2,8% |
| Desligamentos | 12.9 milhões | 12.7 milhões | -1,5% |
| Saldo de empregos | 1.311.000 | 1.222.591 | -6,8% |
Setores com maior geração de vagas
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais no primeiro semestre de 2025.
Desempenho por setor
| Setor | Vagas criadas |
|---|---|
| Serviços | +643.021 |
| Indústria | +229.858 |
| Construção | +159.440 |
| Agropecuária | +99.393 |
| Comércio | +90.876 |
Estados com maiores e menores saldos
O levantamento mostra que 26 das 27 unidades federativas tiveram saldo positivo no primeiro semestre.
Maiores saldos de empregos formais
| Estado | Vagas criadas |
|---|---|
| São Paulo | +349.904 |
| Minas Gerais | +149.282 |
| Paraná | +94.219 |
Menores saldos
| Estado | Vagas criadas |
|---|---|
| Alagoas | -8.761 |
| Roraima | +2.611 |
| Acre | +3.504 |
O caso de Alagoas, com saldo negativo, reflete questões sazonais e redução de atividades temporárias no setor agrícola.
Desempenho em junho: desaceleração acentuada
Apenas em junho de 2025, foram criados 166.621 postos de trabalho formais, o que representa uma queda de 19,2% em relação ao mesmo mês de 2024.
| Indicador | Junho de 2024 | Junho de 2025 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Admissões | 2.261.000 | 2.140.000 | -5,3% |
| Desligamentos | 2.054.774 | 1.970.000 | -4,1% |
| Saldo de vagas criadas | 206.226 | 166.621 | -19,2% |
Acumulado em 12 meses também é positivo
No acumulado dos últimos 12 meses, o país abriu 1,59 milhão de vagas com carteira assinada. O desempenho reforça a tendência de crescimento, mesmo que mais moderado do que em anos anteriores.
Taxa de desemprego atinge menor nível em 13 anos
De acordo com dados da PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar desde 2012.
A combinação entre informalidade, aumento da ocupação por conta própria e a lenta geração de empregos formais explica essa melhora estatística. Ainda assim, especialistas apontam que a qualidade dos empregos criados continua sendo um desafio.
Perspectivas para o segundo semestre

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Analistas do mercado de trabalho preveem que a segunda metade de 2025 deve manter o crescimento em ritmo moderado, com impacto de fatores como:
- Incertezas fiscais e políticas;
- Juros ainda elevados;
- Custo de crédito para empresas;
- Cautela de empresários em contratações.
Algumas medidas do governo, como programas de incentivo à indústria e à qualificação profissional, podem amenizar a desaceleração, mas ainda não apresentam resultados significativos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quantos empregos com carteira assinada foram criados no 1º semestre de 2025?
Foram criadas 1.222.591 vagas formais, segundo o Novo Caged.
Houve desaceleração em relação a 2024?
Sim. O número representa uma queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Qual setor mais gerou empregos?
O setor de serviços liderou, com mais de 643 mil vagas criadas.
Considerações finais
Embora o número de vagas criadas seja robusto, a diferença percentual sinaliza um mercado mais cauteloso, tanto por parte dos empregadores quanto pelas condições macroeconômicas.
O desempenho do segundo semestre será crucial para definir o tom do ano no mercado de trabalho — seja consolidando uma retomada mais sólida ou evidenciando os limites da recuperação atual.
