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Brasil lidera na América Latina com 433 mil milionários em dólar, diz UBS

Brasil tem 433 mil milionários e lidera a América Latina em riqueza, segundo o UBS. Crescimento global segue desigual, com EUA no topo da lista.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Mapa da Fome brasil

O Brasil acaba de consolidar sua posição como o país com mais milionários em dólar da América Latina. De acordo com o Relatório Global de Riqueza 2025, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo banco suíço UBS, há atualmente 433 mil brasileiros com patrimônio líquido superior a US$ 1 milhão — cerca de R$ 5,48 milhões, considerando a cotação atual.

O número representa um avanço importante em relação ao México, que aparece em segundo lugar no recorte regional com 399 mil milionários. A liderança do Brasil reforça não apenas sua posição como a maior economia da América Latina, mas também sua predominância entre as elites de alta renda da região.

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Imagem: Edição Seu Crédito Digital

O relatório analisou dados de 56 países que, juntos, respondem por mais de 92% da riqueza global. O levantamento indica que, apesar das turbulências econômicas enfrentadas nos últimos anos, a recuperação da riqueza acumulada está em curso — embora de maneira desigual entre regiões.

Segundo os autores do relatório, a América Latina se beneficiou de fatores como a valorização dos ativos financeiros, menor volatilidade cambial e políticas monetárias mais estáveis no período analisado. A combinação desses elementos ajudou a elevar a quantidade de milionários na região, com o Brasil liderando esse avanço.

Estados Unidos concentram maior número de milionários

Apesar do bom desempenho brasileiro, os Estados Unidos seguem no topo

Os Estados Unidos encerraram o ano de 2024 com 23,8 milhões de milionários — um crescimento de 379 mil pessoas em apenas um ano, o que representa mais de mil novos milionários por dia.

A economia norte-americana continua sendo a maior do mundo, com um mercado financeiro robusto e amplamente diversificado. Esse ambiente favorece o acúmulo de riqueza, principalmente em períodos de valorização de ações e ativos financeiros. O crescimento dos EUA teve impacto direto na expansão da riqueza global, que subiu 4,6% em 2024, superando os 4,2% de 2023.

Crescimento desigual: Ásia desacelera, Américas aceleram

Expansão mais forte nas Américas

Enquanto as Américas apresentaram alta de 11% na riqueza agregada, a Ásia registrou crescimento mais modesto. A China continental, por exemplo, aparece em segundo lugar no ranking global, com 6,327 milhões de milionários — mas a taxa de expansão foi inferior à de anos anteriores.

Os países europeus continuam bem representados, com França (2,897 milhões), Alemanha (2,675 milhões) e Reino Unido (2,624 milhões) figurando entre os dez primeiros colocados.

Como é definido um milionário no relatório do UBS

Critérios para ser considerado milionário

O relatório considera milionários aqueles indivíduos que possuem um patrimônio líquido igual ou superior a US$ 1 milhão. Esse montante inclui ativos financeiros (como ações, fundos e contas bancárias) e imóveis, descontando-se as dívidas contraídas. Trata-se de uma métrica amplamente adotada por relatórios financeiros internacionais.

Esse critério permite uma comparação mais precisa entre os diferentes mercados, levando em conta tanto a riqueza financeira quanto os ativos físicos dos indivíduos.

Perfil dos milionários brasileiros

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Imagem: Ground Picture / shutterstock.com

Concentração geográfica e setores de atuação

O relatório não detalha o perfil demográfico dos milionários brasileiros, mas estudos anteriores indicam que boa parte dessa elite financeira está concentrada nos grandes centros urbanos, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Muitos têm vínculos com os setores financeiro, agrícola e imobiliário, além de participações em empresas familiares.

Com a valorização dos ativos nos últimos anos, inclusive no mercado imobiliário, muitos brasileiros viram seu patrimônio ultrapassar o patamar de US$ 1 milhão, mesmo sem perceber um aumento direto em renda mensal. Esse fenômeno reforça a importância dos investimentos como ferramenta de construção de riqueza a longo prazo.

Recuperação global da riqueza: bons ventos para poucos

Recuperação desigual e fatores econômicos

A recuperação global da riqueza, após a retração vivida em 2022, segue firme. Em 2024, a expansão foi de 4,6%, superior ao desempenho do ano anterior. Esse crescimento, porém, tem se mostrado desigual, refletindo disparidades já existentes entre as diferentes regiões do planeta.

As Américas lideraram essa retomada, impulsionadas principalmente pelos Estados Unidos e pelo Brasil. Já a Europa e partes da Ásia enfrentaram obstáculos como inflação mais persistente e instabilidades geopolíticas.

Riqueza global cresce, mas concentração aumenta

Desigualdade e concentração nos mais ricos

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Embora o número de milionários tenha aumentado globalmente — 684 mil novas pessoas atingiram esse status em 2024 —, os dados também mostram que a riqueza continua concentrada em uma pequena parcela da população. Os 1% mais ricos concentram uma fatia desproporcional da riqueza total do planeta.

Especialistas alertam para o risco de aumento das desigualdades sociais, mesmo em contextos de crescimento agregado. A ascensão dos milionários, portanto, não significa necessariamente melhorias no padrão de vida da maioria da população, especialmente em países com alto índice de pobreza como o Brasil.

Impactos políticos e econômicos dessa concentração de riqueza

Influência e desafios sociais

A crescente concentração de riqueza pode afetar diretamente o equilíbrio político e econômico dos países. Milionários e bilionários possuem maior poder de influência em decisões políticas, investimentos e políticas públicas. No Brasil, essa elite econômica tem papel de destaque em campanhas eleitorais, definição de políticas tributárias e até em decisões judiciais.

Além disso, o crescimento da riqueza sem mecanismos eficientes de redistribuição pode acirrar desigualdades regionais, aprofundar a exclusão social e comprometer o desenvolvimento sustentável a longo prazo.

Educação financeira e acesso ao mercado financeiro

Necessidade de ampliar conhecimento financeiro

Outro ponto abordado de forma indireta no relatório é a importância da educação financeira. Nos países com maior número de milionários, é comum que a população tenha mais familiaridade com investimentos e planejamento financeiro de longo prazo.

No Brasil, embora o número de investidores na bolsa e em fundos tenha crescido, a educação financeira ainda é limitada. Programas públicos e privados voltados à alfabetização financeira podem ter papel importante para reduzir essa distância e permitir que mais brasileiros acessem ferramentas de construção patrimonial.

Veja os 25 países com mais milionários

Brasil
Imagem: Kbuconi/ shutterstock.com
  1. Estados Unidos: 23,831 milhões
  2. China continental: 6,327 milhões
  3. França: 2,897 milhões
  4. Japão: 2,732 milhões
  5. Alemanha: 2,675 milhões
  6. Reino Unido: 2,624 milhões
  7. Canadá: 2,098 milhões
  8. Austrália: 1,904 milhões
  9. Itália: 1,344 milhões
  10. Coreia do Sul: 1,301 milhões
  11. Países Baixos: 1,267 milhões
  12. Espanha: 1,202 milhões
  13. Suíça: 1,119 milhões
  14. Índia: 917 mil
  15. Taiwan: 759 mil
  16. Hong Kong (RAE): 647 mil
  17. Bélgica: 549 mil
  18. Suécia: 490 mil
  19. Brasil: 433 mil
  20. Rússia: 426 mil
  21. México: 399 mil
  22. Dinamarca: 376 mil
  23. Noruega: 348 mil
  24. Arábia Saudita: 339 mil
  25. Singapura: 331 mil

Considerações finais

Reflexões para o futuro econômico do Brasil

O Brasil vive um momento de destaque no cenário da riqueza global. O crescimento do número de milionários, embora positivo sob a ótica econômica, levanta importantes reflexões sobre desigualdade social, políticas públicas e acesso a oportunidades. O desafio agora é transformar essa liderança patrimonial em crescimento sustentável, justo e inclusivo para toda a população.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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