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CEO do Nubank diz que ecossistema só cresce com mais empreendedores

David Vélez, CEO do Nubank, afirma que o Brasil precisa de mais empreendedores com visão original e ambição para transformar ideias.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
Nubank

O Brasil testemunhou avanços notáveis em seu ecossistema de startups na última década. Fintechs, healthtechs, edtechs e outras iniciativas vêm ganhando espaço e atenção no cenário internacional. No entanto, segundo David Vélez, fundador e CEO do Nubank, ainda há um obstáculo a ser superado: a escassez de empreendedores com visão original e ambição de longo alcance.

CEO do Nubank diz que ecossistema só cresce com mais empreendedores
Imagem: Freepik

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O papel do Nubank na transformação do mercado

Uma trajetória de pioneirismo

Fundado em 2013, o Nubank enfrentou um ambiente desafiador. Na época, o Brasil contava com poucos investimentos, aceleradoras e uma produção acadêmica modesta em tecnologia. Vélez lembra que universidades como a USP formavam apenas 40 engenheiros de computação por ano, número considerado muito abaixo da necessidade para desenvolver um ecossistema robusto.

A importância da cultura desde o início

Desde os primeiros meses, a empresa priorizou a construção de uma cultura organizacional forte, baseada em propósito, inovação e foco no cliente. Para o CEO, contratar pessoas alinhadas à missão do banco foi essencial para sustentar seu crescimento e manter a identidade da marca em meio à expansão internacional.

Ecossistema ainda limitado apesar do crescimento

Números expressivos, mas proporção modesta

O Nubank ultrapassou a marca de 100 milhões de clientes na América Latina até 2024, com operações no Brasil, México e Colômbia. Apesar da grandiosidade dos números, Vélez observa que isso representa apenas 1,25% da população mundial, evidenciando que o Brasil ainda é pequeno no mapa global da inovação.

Crescimento com base em colaboração

A nova estratégia da empresa inclui atuar como marketplace, oferecendo uma plataforma para que outras empresas escalem seus serviços. A proposta sinaliza a necessidade de mais colaborações dentro do ecossistema e reforça a ideia de que um ambiente inovador se constrói com parcerias.

O alerta de Vélez: faltam fundadores com ousadia

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Imagem: Divulgação / Nubank

Oportunidades não faltam, mas ambição sim

David Vélez afirma que investidores internacionais deixaram o Brasil por falta de projetos ambiciosos e não por ausência de oportunidades. Sua decisão de permanecer no país e construir o Nubank foi motivada pelo desejo de provar que é possível competir com grandes instituições financeiras locais com soluções digitais.

De clonar ideias a resolver problemas locais

O CEO critica a tendência de empreendedores brasileiros de replicarem modelos de negócios estrangeiros. Para ele, o verdadeiro avanço ocorrerá quando as startups nacionais se basearem em problemas brasileiros com soluções locais e potencial de escala global.

Caminhos para a evolução do ecossistema de startups

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Foco em inovação e impacto real

Para alcançar novos patamares, é necessário desenvolver soluções adaptadas à realidade do país. Negócios que clonam modelos estrangeiros acabam perdendo relevância e sufocam a inovação. Vélez defende que o caminho está na criação de produtos que atendam demandas reais com impacto positivo.

Construção de comunidades empreendedoras

Outro ponto destacado é o papel das comunidades de startups. Espaços colaborativos que ofereçam mentoria, capacitação técnica e acesso ao capital são essenciais para fomentar novas ideias e apoiar fundadores desde as fases iniciais.

Investimentos sociais e diversidade

O Nubank também investe em programas sociais como o “Acelera Iaô Com Elas”, que apoia mulheres negras empreendedoras em Salvador. Para Vélez, iniciativas assim são parte fundamental de um ecossistema mais justo e inovador, pois promovem diversidade e inclusão nas estruturas empresariais.

Considerações finais: a chave está no fundador

CEO do Nubank diz que ecossistema só cresce com mais empreendedores
Imagem: Freepik e Canva

O Brasil tem potencial para se tornar um grande centro de inovação, mas, para isso, precisa incentivar a formação de empreendedores com mentalidade transformadora. O que falta, segundo Vélez, não são ideias ou tecnologias, mas fundadores com coragem, visão ambiciosa e desejo de causar impacto.

Transformar desafios locais em oportunidades globais é o caminho que startups brasileiras precisam trilhar. E o exemplo do Nubank mostra que isso é possível quando há clareza de propósito, investimento em cultura organizacional e compromisso com a inovação.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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