Um fenômeno interessante tem ocorrido no Brasil: o número de cartões de crédito ultrapassou consideravelmente a quantidade de pessoas empregadas. De acordo com dados do Banco Central, são mais de 212 milhões de cartões de crédito ativos.
Enquanto a população total chega a 203 milhões, e apenas 101,3 milhões estão efetivamente ocupados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Adicionalmente, outro dado chama atenção: o volume de transações via cartões de crédito atingiu R$ 635,2 bilhões no primeiro trimestre, marcando um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Veja mais detalhes!
Crescimento do uso de cartões de crédito
Portanto, o crescimento do uso de cartões no Brasil pode ser atribuído a uma maior oferta de crédito e aos benefícios que eles trazem, como programas de fidelização e cashbacks. No entanto, essa facilidade de acesso ao crédito também tem seus contratempos.
Apesar de uma queda nos índices de inadimplência, ainda existe um grande volume de dívidas não quitadas, com cartões de crédito sendo uma das principais fontes dessa inadimplência.
Quando mal utilizados, os cartões de crédito têm o potencial de levar a dívidas quase insuperáveis, especialmente devido aos juros do rotativo, que chegavam a 422,5% ao ano. Em contrapartida, uma nova regulação que limitou esses juros a 100% do valor devido, busca minimizar esses riscos.

Fonte de endividamento
De acordo com a Serasa, os cartões de crédito são a principal fonte de endividamento dos brasileiros. Os juros elevados e a facilidade de uso contribuem para que muitas pessoas acabem acumulando dívidas impagáveis, caindo no endividamento.
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Além disso, a falta de educação financeira é outro fator que contribui para o endividamento. Muitos consumidores não compreendem totalmente os custos associados ao uso do crédito e acabam gastando mais do que podem pagar.
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