Mesmo com o crescimento do trabalho autônomo, das plataformas digitais e do empreendedorismo, o emprego com carteira assinada (CLT) continua sendo o modelo preferido dos brasileiros. Dados recentes mostram que a formalização ainda representa segurança, estabilidade e acesso a direitos — fatores decisivos na escolha profissional.
CLT segue como principal escolha dos brasileiros, aponta pesquisa
Veja por que brasileiros ainda preferem carteira assinada e o que dizem os dados mais recentes.
Neste artigo, você vai entender por que a CLT segue valorizada, quais são os dados mais recentes do mercado de trabalho e o que isso significa para trabalhadores e empresas no Brasil atual.
O que diz a pesquisa sobre preferência por carteira assinada
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o emprego formal continua liderando a preferência dos brasileiros.
- 36,3% dos trabalhadores preferem emprego com carteira assinada
- 18,7% optam pelo trabalho autônomo
- 12,3% preferem o trabalho informal
- 10,3% escolhem plataformas digitais
Além disso, estudos anteriores do Datafolha indicam que:
- 67% dos brasileiros preferem CLT, mesmo com salário menor
Esses números reforçam que, apesar das mudanças no mercado, o emprego formal ainda é visto como a opção mais segura.
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Por que a carteira assinada ainda é preferência no Brasil
Segurança financeira e estabilidade
A principal razão apontada pelos trabalhadores é a previsibilidade de renda.
Com a CLT, o trabalhador tem:
- Salário fixo
- Férias remuneradas
- 13º salário
- FGTS
Essa estabilidade é especialmente valorizada em um país com histórico de crises econômicas.
Acesso a direitos trabalhistas
O modelo formal garante proteção legal, incluindo:
- Seguro-desemprego
- Licença médica
- Aposentadoria pelo INSS
Segundo especialistas da CNI, esses direitos continuam sendo um diferencial relevante mesmo com a expansão de novas formas de trabalho
Proteção social e previdenciária
Ao contribuir para o INSS, o trabalhador formal garante:
- Aposentadoria
- Auxílio-doença
- Pensão para dependentes
No trabalho informal, esse acesso não é automático, o que aumenta a vulnerabilidade.
Jovens também preferem CLT — e isso surpreende
Apesar do discurso popular de que os jovens preferem liberdade e autonomia, os dados mostram o contrário.
- 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT
- 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo
Motivo principal: início de carreira
Para quem está começando, a carteira assinada oferece:
- Primeira experiência formal
- Segurança financeira
- Acesso a crédito
Isso ajuda na construção de estabilidade pessoal e profissional.
CLT x trabalho informal: principais diferenças
Trabalho formal (CLT)
- Registro em carteira
- Direitos garantidos por lei
- Contribuição obrigatória ao INSS
- Maior proteção jurídica
Trabalho informal
- Sem registro
- Sem benefícios obrigatórios
- Renda variável
- Maior risco social
No Brasil, o trabalho informal ainda representa uma parcela significativa da economia, mas está associado a maior vulnerabilidade
O avanço de novos modelos de trabalho
Crescimento do trabalho por plataformas
Aplicativos de transporte e delivery ampliaram alternativas de renda, mas ainda não substituem completamente a CLT.
Aumento do modelo PJ
Empresas têm adotado contratos como pessoa jurídica para reduzir custos, mas isso transfere riscos ao trabalhador.
Empreendedorismo em alta
Abrir o próprio negócio também cresceu, mas exige:
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- Capital inicial
- Gestão financeira
- Tolerância a riscos
Por que a CLT ainda vence na prática
Mesmo com mais opções disponíveis, a escolha pela carteira assinada está ligada a fatores estruturais do Brasil:
Instabilidade econômica
Em cenários de incerteza, o trabalhador tende a buscar segurança.
Dificuldade de acesso a crédito
Empregos formais facilitam:
- Financiamentos
- Cartões de crédito
- Aluguel de imóveis
Baixa educação financeira
Muitos brasileiros preferem renda previsível em vez de ganhos variáveis.
Exemplo real no Brasil
Um motorista de aplicativo pode ganhar mais em determinados períodos, mas enfrenta:
- Falta de benefícios
- Renda instável
- Custos próprios (combustível, manutenção)
Já um trabalhador CLT:
- Recebe salário fixo
- Tem direitos garantidos
- Possui proteção em caso de demissão
Esse contraste explica a preferência pela formalização.
O futuro do trabalho no Brasil
A tendência não é o fim da CLT, mas sim a coexistência de modelos:
- CLT continuará sendo base do mercado formal
- Trabalho flexível deve crescer
- Novas regulações podem surgir para proteger autônomos
O desafio será equilibrar flexibilidade com segurança.
Conclusão
Os dados mostram que, mesmo com a evolução do mercado de trabalho, o brasileiro ainda valoriza a carteira assinada. Segurança, direitos e estabilidade continuam sendo fatores decisivos na escolha profissional.
Para empresas, isso indica a importância de oferecer vínculos mais estruturados. Para trabalhadores, reforça a necessidade de avaliar não apenas o salário, mas também a proteção e os benefícios no longo prazo.
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